República Centro-Africana

A República Centro-Africana (em francês: République Centrafricaine) é um país localizado à África Equatorial, sem saída para o mar. Com um território de 622.984 km², (equivalente ao estado de Minas Gerais), a RCA tem como vizinhos o Chade e o Sudão ao norte, Sudão do Sul a leste, Camarões a oeste e a República Democrática do Congo ao sul. Cerca de 50% da população é seguidora do cristianismo (25% de católicos, 25% de protestantes), 24% são adeptos de religiões locais e 15% seguem o islamismo. A capital do país é Bangui, com cerca de 530.000 habitantes, e sua língua oficial é o francês, havendo ainda uma língua nacional, mas não oficial, o sango, além de várias línguas locais utilizadas no cotidiano.

O atual território da RCA é ocupado a partir do século VII por uma sobreposição de impérios, entre eles o Kanem-Bornu, Ouaddai, Baguirmi, e grupos Dafour do lago Chade e do alto Nilo. Mais tarde, sultanatos locais reclamam a soberania da área, de onde fizeram um enorme "celeiro" de escravos, negociados a norte do Saara e pela África Ocidental para exportação por comerciantes europeus.

Em 1894 o Oubangui-Chari (nome que a RCA recebeu à época da colonização europeia) tornou-se um território francês. Os franceses consolidariam seu controle sobre a área só em 1903, depois de ter derrotado as forças do sultão egípcio Rabah e estabelecer uma administração colonial em todo o território. Em 1910, torna-se um dos quatro territórios da África Equatorial Francesa (AEF), juntamente com Chade, Congo-Brazzaville e Gabão.

O país conquista a independência a 13 de agosto de 1960. Em 01 de janeiro de 1966, após um golpe rápido e sem derramamento de sangue, o coronel Jean-Bedel Bokassa assume o poder, revogando a Constituição de 1959 e dissolvendo a Assembleia Nacional, assumindo os poderes legislativo e executivo. Em 04 de dezembro de 1976, a república tornou-se uma monarquia com a promulgação da constituição imperial e a proclamação do presidente como Imperador Bokassa I. Seu regime é marcado por numerosas violações aos direitos humanos, havendo até denúncias de canibalismo por parte do então imperador.

Após motins em Bangui e o assassinato de jovens alunos, o ex-presidente David Dacko liderou um golpe bem sucedido apoiado pelos franceses em 20 de setembro de 1979. Dacko por sua vez será derrubado em outro golpe pelo general André Kolingba, que instalou um regime militar. A redemocratização se desenvolve a partir de 1986 com uma nova Constituição ratificada por referendo. Kolingba é empossado como presidente constitucional em 29 de novembro de 1986. Devido à crescente pressão política, em 1991 o presidente anuncia a criação de uma comissão nacional para reescrever a Constituição incluindo um sistema multi-partidário. Eleições são realizadas em 1992, mas são posteriormente canceladas devido a irregularidades. Ange Felix Patassé obteve uma vitória no segundo turno das eleições remarcadas de outubro de 1993, sendo reeleito para mais um mandato de 6 anos em setembro de 1999.

Em outubro de 2002, o ex-chefe do estado-maior do exército Francois Bozizé realizou um golpe que culminou em 15 de marco de 2003 na derrubada do presidente Patassé. Bozizé declarou-se presidente, suspendeu a Constituição e dissolveu a Assembleia Nacional. Uma nova Constituição foi aprovada por referendo em dezembro de 2004. Em janeiro de 2009, um novo governo de coligação foi nomeado. No início de 2010, o presidente Bozizé adiou duas vezes as eleições previstas para abril e maio devido a disputas políticas. Em julho de 2010, o presidente decretou eleições para Janeiro de 2011, com a ressalva de que deve haver progressos suficientes na segurança no país para se permitir eleições credíveis.

Bibliografia:
República Centro-Africana. Disponível em <http://www.portalbrasil.net/africa_repcentroafricana.htm>. Acesso em: 11 nov. 2011.

Background note: Central African Republic(em inglês). Disponível em <http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/4007.htm>. Acesso em: 11 nov. 2011.

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