Alvarenga Peixoto

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Poeta do Brasil Colônia, Inácio José de Alvarenga Peixoto nasceu em 1744, no Estado do Rio de Janeiro. Filho de Simão de Alvarenga Braga e Ângela Micaela da Cunha Peixoto, seu pai era português e sua mãe brasileira. Ainda pequeno, estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro, mas com apenas nove anos viajou para Portugal, onde morou na cidade de Braga e concluiu seu curso secundário. Logo após, fez a mesma trajetória de muitos poetas, seguindo para Coimbra, matriculou-se no curso de Direito, e formou-se no ano de 1769.

Em Portugal, Alvarenga Peixoto escreveu um poema dedicado a Marquês de Pombal, e prosseguiu na magistratura em Vila de Sintra até o ano de 1772. Ao retornar ao Brasil, no ano de 1766, morou em Minas Gerais, mais precisamente, residia em São João Del Rei, onde foi nomeado Ouvidor da Comarca do Rio das Mortes. Lá contraiu matrimônio com Bárbara Heliodora, também poeta, em 1781 e ao passar dos anos tiveram quatro filhos. Luís da Cunha Menezes, governador da capitania de Minas Gerais, no ano de 1785, nomeou Alvarenga Peixoto a coronel do Primeiro Regimento de Cavalaria da Campanha do Rio Verde.

Em suas linhas poéticas, encontravam-se elementos característicos do Arcadismo europeu. Seus versos falavam desde pastores e rebanho do gado até ninfas e deuses. Algumas de suas poesias também retratavam Minas Gerais e seu momento de exploração das minas. Não eram apenas em versos que o poeta se envolvia com as questões políticas que aconteciam em Minas Gerais, Peixoto envolveu-se de tal forma com a Inconfidência Mineira que fora atribuído a bandeira dos inconfidentes com a frase “Libertas quae sera Tamen”. Apesar de muito apoiado, o movimento que conspirava contra o domínio Português não obteve êxito, e em 1792, Alvarenga Peixoto foi preso e levado a Luanda, em Angola.

O poeta, jurista e ouvidor não resistiu à prisão e morreu em 1793. Muitas de suas obras se perderam quando foram confiscados os seus bens. Os sonetos que remetiam ao encarceramento transmitiam a melancolia dos seus dias, sua tristeza em estar longe de sua família, que lhe fazia muita falta. O motivo de sua morte, ora atribuída à febre e ora atribuída à amargura, demostra que sofria por ter sido levado ao exílio. Outros de seus sonetos foram criados para exaltação de algumas figuras e alguns ocorridos de conhecimento público.

Principais Obras:

  • A Dona Bárbara Heliodora
  • Estela e Nise
  • A Maria Efigênia (sua filha)
  • A Aléia
  • A Lástima
  • A Saudade

Referências:

https://www.ebiografia.com/alvarenga_peixoto/

GUIMARÃES, Geraldo. São João del-Rei - Século XVIII - História sumária. Disponível em: < http://www.sjdr.com.br/historia/celebridades/eliodora.html >. Acessado em 13 de Outubro de 2017.

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