Murilo Rubião

Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UNIABEU, 2015)

Murilo Eugênio Rubião nasceu no ano de 1916, em Silvestre Ferraz, atual Carmo de Minas, em Minas Gerais. Nascido numa família de escritores, chegou aos sete anos em Belo Horizonte, onde passou grande parte de sua vida.

Formou-se em Direito, foi professor, jornalista, diretor de jornal da estação de rádio “Rádio Inconfidência”, organizando, em 1966, o Suplemento Literário do Diário de Minas Gerais.

Murilo afirmou algumas vezes que sua obra não foi devidamente compreendida pela crítica literária, visto que o tipo de escrita que produzia abordava temáticas que faziam parte do universo literário, de modo geral. Acreditou, inclusive, que para realizar a leitura adequada de seus contos era necessário mais do que ler, demandando disposição de aceitação, e não somente uma compreensão objetiva.

Aceitou com tranquilidade a denominação de “realismo fantástico ou mágico” para a sua literatura. Acreditava que a aceitação maior de suas obras tenha sido devida à leitura do realismo fantástico dos escritores hispano-americanos.

Enquanto jornalista, foi responsável por todas as notícias que ocorriam após as 22 horas. Ficava de plantão no período da guerra, mesmo que nada ocorresse.

Murilo enxergava suas personagens como escravas da sociedade, pois apesar de fazer denúncias sobre ela, jamais conseguiam libertar-se. Em seus contos não havia possibilidade de futuro, não havendo tempo diferente do presente, e nenhum espaço para mudanças.

Compartilhava, em sua própria vida, do sentimento de falta de esperança de suas personagens. Constatou que a busca pela felicidade e a serenidade eram, por essa razão, infrutíferas.

Rubião contraiu câncer, e lutou por quase dois anos contra a doença. fez radioterapia, apresentou melhora, e depois de uma cirurgia voltou a piorar. Sofreu muito até melhorar novamente. A doença trouxe algumas mudanças na vida do escritor, como o estilo de vestir-se, e a própria busca pela vida. Acreditava, ainda assim, que as mudanças na vida eram mais externas, permanecendo intocada a essência.

Considerava inútil uma obra muito extensa, e, por esse motivo, aproveitava pouco do muito que escrevia. Dedicou-se exclusivamente aos contos, que reescrevia com o passar dos anos.

Murilo Rubião faleceu no ano de 1991, em Belo Horizonte.

Principais obras:

  • O ex-mágico
  • A Estrela Vermelha
  • O Convidado
  • Os Dragões e Outros Contos

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