Economia e Sociedade no Egito Antigo

O Egito está localizado no nordeste da África. Ele está limitado ao norte com o Mediterrâneo, ao sul com a Núbia, a oeste com a Líbia e a leste com o Mar Vermelho. O Egito é um extenso país irrigado pelo Rio Nilo. As cheias do Nilo começam em julho e vão até novembro. Neste período, o rio transborda e deposita o lodo e o limo que possibilitam o aproveitamento agrícola da região. O Rio Nilo é tão importante para a civilização egípcia que os historiadores dizem: “O Egito é uma dádiva do Nilo”

Sociedade
A sociedade egípcia era hierárquica e de limitada mobilidade social. No alto da pirâmide, estava o faraó, que era considerado um deus vivo, depois vinham os nobres, os altos funcionários, os sacerdotes, os guerreiros, os escribas, os artesãos, os trabalhadores comuns, os camponeses, que eram a maioria da população, e os escravos.

Os camponeses tinham as piores condições, pois tinham uma dura fiscalização dos administradores. Os escravos egípcios eram frutos da captura nas guerras, do comércio, dos filhos dos escravos e como forma de tributos das regiões dominadas.

Quanto ao tratamento que lhes eram dados, variava muito. Os escravos domésticos, os artesões e os artistas recebiam um tratamento melhor do que os dados aos escravos que trabalhavam nas minas e pedreiras.

A mulher egípcia, comparada com a mulher das civilizações antigas, tinha uma boa situação. Tinha personalidade jurídica, podia adquirir propriedade, legar bens e fazer testamentos. Os egípcios valorizavam a família, daí o respeito e consideração por suas mães.

No casamento dos egípcios predominava a monogamia (ter uma mulher apenas), já o faraó tinha várias esposas, inclusive era comum haver a prática de endogamia (casar com alguém da sua família, como uma irmã, por exemplo).

Economia
A economia baseava-se na agricultura e na pecuária. Eram cultivados cereais, como a cevada e o trigo, legumes e abundantes árvores frutíferas. Eram criados porcos, cabras, bois e mais tarde cavalos. Com o papiro, que era encontrado nas margens do Nilo, fabricavam-se papel, cordas, cestas, sandálias e esteiras. Os egípcios eram “mestres” na arte de tecer, portanto a tecelagem era bem desenvolvida. A caça e a pesca eram largamente praticadas.

Havia um comércio interno bastante desenvolvido, apesar de não haver moedas, o que dificultava a negociação, a qual era feita da forma amonetária. O comércio com o exterior era fraco, pois dependia exclusivamente do faraó. Mas os egípcios exportavam cereais, vinho, óleos vegetais, papiro e móveis e importavam pedras preciosas, marfim, perfumes e madeiras.

O estado egípcio era proprietário dos meios de produção, incluindo terras e instrumentos de trabalho. Os camponeses recebiam terras para o cultivo, mas pagavam tributos para usá-las, a forma de pagamento era na forma de produtos ou de trabalho.