Desprendimento de icebergs da Antártida

A Antártida é tão fria quanto o planeta Marte, e é o continente menos explorado da Terra. As pesquisas feitas pelas missões instaladas no continente gelado, porém, vêm diminuindo drasticamente tal ignorância. Trabalhando nos curtos verões do Polo Sul, eles estão aprendendo mais do que nos últimos dois séculos sobre a região.

Entre as várias informações coletadas, estão indícios de que um cataclisma ocorre por lá toda vez que uma avalanche de icebergs se desprende das geleiras desde 1994. A NASA (Agência Espacial Norte-Americana) monitora o desprendimento de largos blocos de gelo não só na Antártida mas também do outro lado do globo, na Groenlândia. São grandes massas, do tamanho de cidades, que os pesquisadores acreditam não serem frutos do aquecimento global, mas resultam de um fenômeno natural que ocorre geralmente a cada década. Ao mesmo tempo, tal fato pode ser consequencia da expansão e da retração naturais das geleiras. Mesmo assim, há preocupações com esses desprendimentos e sua influência nos padrões climáticos globais e os possíveis impactos que a formação destes icebergs gigantes causam à vida do planeta.

Popularmente, a sua formação está associada ao crescimento do efeito estufa, que acarreta a elevação das temperaturas médias da Terra, e que explicaria ainda o fato das geleiras da Antártida estarem derretendo, se desprendendo, e por sua vez, elevando o nível dos mares. O efeito estufa é um fenômeno natural que ocorre em escala global, e parte do calor dessa radiação fica retida nos gases que compõem a atmosfera terrestre, sendo responsável pela sustentação da temperatura da superfície do planeta em cerca de 15 graus Celsius.

O problema não está no fenômeno em si, mas em seu aumento, que quebraria o equilíbrio existente na biosfera terrestre. O planeta Vênus, por exemplo, possui efeito estufa, mas em um nível absurdamente maior que o da Terra, impedindo a vida, e impondo condições de temperatura e pressão insuportáveis ao surgimento da vida.

Desse modo, o problema não está limitado à Antártica — como muitas vezes parecem temer climatologistas e ambientalistas, mas a todo planeta. Ainda, os cientistas das várias expedições científicas antártidas não encontraram grandes alterações de temperatura na região— em relação a medições passadas, e— nem afirmam categoricamente se isso é preocupante. Primeiro, não há dados mais antigos para comparação, e segundo, é necessário entender que todas as regiões do planeta experimentam constantes modificações de clima, ambiente, biodiversidade, etc. Portanto, fenômenos assim poderiam muito bem estar associados à dinâmica da Antártica.

Bibliografia:
As geleiras da Antártica vão derreter? Pergunte à classe. Disponível em: < http://revistaescola.abril.com.br/ensino-medio/geleiras-antartica-vao-derreter-pergunte-classe-430867.shtml >. Acesso em: 15 nov. 2012.

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