Cromomicose

Por Débora Carvalho Meldau

Graduada em Medicina Veterinária (UFMS, 2009)

Categorias: Dermatologia, Doenças
Este artigo foi útil? Considere fazer uma contribuição!

A cromomicose trata-se uma infecção fúngica que pode afetar a pele ou, raramente, o cérebro, tendo como agente etiológico os fungos Fonsecae pedrosoiCladosporium carioniiPhialophora verrucosa e Rhinocladiella aquaspersa. Estes fungos são apresentam como habitat natural o solo, os vegetais e a água.

Embora se trate de uma desordem universal, ocorre com maior frequência na zona tropical e subtropical. É descrita com maior frequência em adultos do sexo masculino, especialmente entre a segunda e a quarta décadas de vida, predominando em trabalhadores ou ex-trabalhadores da área rural. O maior responsável pela cromomicose no Brasil é o fungo F. pedrosoi. Contudo, o local do mundo onde ocorre com maior frequência esta desordem é Madagascar.

No caso da cromomicose cutânea, o contágio ocorre pela inoculação do agente em áreas de pele lesionadas. Com relação à cromomicose cerebral existem poucos casos relatados na literatura médica, contudo é provável que as portas de entrada incluam os pulmões e os seios paranasais.

A forma cutânea costuma desenvolver-se dentro de dois meses após o contágio e inicia-se como uma lesão papulosa ou papulo-nodular, que evolui para uma úlcera, adquirindo, por conseguinte, um aspecto verrucoso ou serpíngino-vegetantes. É mais comum nos membros inferiores e tipicamente fica circunscrita ao membro afetado, incapacitando-o. No entanto, pode afetar também os membros superiores, o tronco e a extremidade cefálica. Há raros relatos do acometimento da córnea e dos ossos.

No que diz respeito à forma cerebral, os maiores responsáveis por levar à cromomicose são os fungos do gênero Fonsecaea e Cladosporium. Esta forma evolui lentamente, propagando-se por contiguidade, sendo rara a disseminação pela corrente linfática ou sanguínea. Clinicamente, pode estar presente uma síndrome de hipertensão intracraniana, associada ou não a sinais meningorradiculares, podendo evoluir para uma meningite.

O diagnóstico pode ser estabelecido por meio de exames laboratoriais, como a análise de secreções e crostas, cultura ou histopatologia, com esta última evidenciando a presença dos fungos em células gigantes, nos abscessos ou até mesmo difuso pelo epitélio.

O diagnóstico diferencial inclui leishmaniose, lobomicose, tuberculose cutânea, esporotricose e paracoccidioidomicose.

O tratamento engloba exérese cirúrgica, eletrocirurgia, criocirurgia com nitrogênio líquido, laser de CO2 e abrasão. Quando áreas maiores são afetadas, podem ser utilizados diferentes fármacos como itraconazol, fluconazol, 5-flurocitosina e terbinafina. A termoterapia também é uma opção de tratamento.

Fontes:
http://www.emmanuelfranca.com.br/doencas/doencas_cromomicose.html
http://www.dermato.med.br/publicacoes/artigos/2000micoses.htmhttp://www.scielo.br/pdf/anp/v37n3/09.pdf

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.
Este artigo foi útil? Considere fazer uma contribuição!