SARS-CoV-2

Mestre em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas (FIOCRUZ, 2011)
Graduada em Biologia (UGF-RJ, 1993)

SARS-CoV-2 é o vírus responsável pela pandemia da Covid-19 (do inglês, Coronavirus Disease 2019). Ele foi descoberto na China, no final de 2019.

Significa Síndrome Respiratória Aguda Grave do coronavirus 2 (do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 – SARS-CoV-2).

O nome do vírus tem relação com o SARS-CoV original, que causou a epidemia de SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em 2003.

Os primeiros isolamentos de coronavírus datam do ano de 1937. Entretanto, foi somente na década de 1960 que o vírus foi descrito como coronavírus.

São uma família de vírus que infectam pessoas e animais, causando infecções semelhantes a resfriados e diarreias. Os coronavírus HKU1, NL63, OC43 e 229E estão associados a resfriados comuns.

Histórico

A epidemia ocorrida em dezembro de 2019 é a terceira epidemia causada por esta família de vírus.

O primeiro surto com 50 pacientes na cidade de Wuhan, na China. Muitos dos pacientes tinham sido expostos no mercado Huanan (mercado que comercializa frutos do mar e animais silvestres). Entretanto, nem todos os pacientes tiveram relação com o mercado. Supõe-se então que existam outras fontes de infecção.

No ano de 2003 e 2012 ocorreram duas outras epidemias causadas por vírus da mesma família do SARS-CoV-2, os coronavírus SARS-CoV (que causou a SARS) e o MERS-CoV que causou a MERS.

Taxonomia

Coronaviridae é uma família de vírus que possuem RNA de fita única. São caracterizados pela grande variabilidade genética e alta taxa de recombinação permitindo a infecção de seres humanos e animais. A recombinação genética do vírus produz linhagens patogênicas para os seres humanos.

Os representantes desta família podem infectar mamíferos, aves e peixes, e estão distribuídos em quatro gêneros: AlphacoronavirusBetacoronavirus, Gammacoronavirus e Deltacoronavirus (também denominados de alfa-, beta-, gama- e deltacoronavírus).

Alfa- e betacoronavírus infectam diversas espécies de mamíferos e têm sua origem em morcegos. Os coronavírus que causam a Covid-19, a SARS e a MERS são classificados como betacoronavirus.

Morfologia

São esféricos, com um tamanho aproximado de 125 nanômetros de diâmetro. Possuem um envelope fosfolipídico. E são sensíveis a detergentes, sabões e solventes de gordura, por conta deste envelope.

O genoma é formado por um RNA (ácido ribonucléico) de fita simples, associado a proteínas, formando o nucleocapsídeo.

Possuem espículas, formadas por proteínas S, fazendo o vírus parecer uma de coroa solar (corona em latim), daí o nome. A proteína S é a responsável pela adesão dos vírus às células do hospedeiro, ocorrendo a fusão das membranas do vírus e do hospedeiro e a entrada do vírus no na célula.

Ilustração 3D do Coronavírus (Sars-Cov-2). Créditos: Kateryna Kon / Shutterstock.com

Multiplicação do vírus

Ocorre a multiplicação com a ligação do vírus aos receptores celulares. A seguir, o vírus penetra na célula e libera o RNA, que comandará o processo de replicação e síntese de proteínas virais. Falta apenas o envelope, que será constituído de pedaços do retículo endoplasmático do hospedeiro. O vírus completo sairá da célula através do complexo golgiense e infectará novas células e novos indivíduos.

Transmissão

Os indivíduos contaminados liberam gotículas de saliva e secreções ao espirrarem, tossirem ou falarem. Pode ocorrer também transmissão por contato com objetos e superfícies contaminadas. Estudos demonstram que o vírus permanece viável para transmissão por até 4 a 5 dias em materiais como madeira, alumínio, plástico, papel e vidro. Em locais quentes a resistência do vírus é bem menor.

Diagnóstico

RT-PCR – (reverse-transcriptase polymerase chain reaction) é o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19. Há a detecção do RNA do Sars-CoV-2 na amostra analisada, preferencialmente obtida de raspado de nasofaringe.

SOROLOGIA – Detecta anticorpos IgM e IgG em pessoas que foram expostas ao Sars-CoV-2. É realizado a partir de amostras de sangue do paciente. Deve ser realizado 10 dias após o início dos sintomas, pois a produção de anticorpos do organismo ocorre depois de um tempo da exposição.

TESTES RÁPIDOS

  • Antígeno – que detectam as proteínas na fase de atividade de infecção.
  • Anticorpos – identificam a resposta imunológica do corpo em relação ao vírus.

A vantagem é a obtenção de resultados rápidos, mas a desvantagem é que a sensibilidade é reduzida.

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