Variedades de bananas

Mestre em Ecologia e Recursos Naturais (UFSCAR, 2019)
Bacharel em Ciências Biológicas (UNIFESP, 2015)

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A banana é um fruto alongado e curvado de coloração bege e amarelada que ocorre em cachos nas angiospermas do gênero Musa. Nativa das zonas tropicais da Ásia e Oceania, seu cultivo no Brasil se iniciou a partir da ocupação portuguesa do continente americano. Atualmente o Brasil figura entre os dez maiores produtores de bananas do mundo, atrás de países como Índia, China, Indonésia, Filipinas, Equador e Colômbia.

Diversidade de bananas. Foto: Juanan Tamayo-Ramos / Shutterstock.com

Uma fruta tipicamente tropical, a banana é amplamente utilizada na culinária asiática, africana e sul-americana. Pode ser servida como sobremesa, sem cozimento sozinha ou acompanhada de outras frutas, cozida em bolos e tortas ou como componente de pratos salgados e quentes, como farofas.

Os principais tipos de bananas cultivados e comercializados são: a banana nanica, a banana prata, a banana maçã, a banana-da-terra e a banana-ouro. Destas, a mais popular no Brasil é a banana-nanica (chamada de banana-d’água em alguns lugares) que recebe esse nome devido ao porte reduzida da bananeira que a produz. A banana-nanica é geralmente doce e macia, típica da primavera (entre agosto e novembro). Sua casca fina pode sofrer danos facilmente, por isso precisa ser manuseada com cuidado. Nutricionalmente ela possui alto teor de carboidratos (cerca de 13g de açúcar a cada 100g de fruta), concentrações moderadas de vitamina B6 e potássio e pouquíssima gordura. Além de ser considerada uma fruta que melhora a disposição e aumenta a energia (contendo cerca de 85 calorias a cada 100g) a banana-nanica madura pode ter leve efeito laxante devido a quantidade de fibras alimentares.

Banana nanica. Foto: Ancelin Bonnet / Pixabay

Diferente da banana-nanica, a banana prata tem um efeito de constipação, indicada para pessoas que não tem problema de prisão de ventre. Isso porque ela possui uma menor proporção de fibras, sendo mais rígida. Por ser menos doce (menor teor de carboidratos totais) a banana prata pode ser moderadamente consumida por pessoas que tenham restrição dietética à açúcares, como idosos ou pré-diabéticos. Produzida em maior quantidade no verão, é considerada mais durável que outros tipos de bananas e muito utilizada na produção de doces e bananada.

A banana-maçã é uma das menores variedades de bananas e recebe este nome por exalar um aroma que lembra o da maçã. Tem um sabor muito doce e é muito calórica (100 calorias a cada 100g da fruta). Por ser macia e conter poucas fibras, é de fácil digestão, indicada para consumo com cereais e iogurtes. Diferentemente das outras bananas, sua maior safra ocorre no outono.

A maior dentre todos os tipos de bananas brasileiras é a banana-da-terra, que ultrapassa os 25cm. Sua casca normalmente é amarronzada ou repleta de manchas escuras. É muito calórica e apresenta elevada concentração de vitaminas, açúcares e fibras. Sua polpa alaranjada apresenta alto teor de amido e tanino, causando um efeito adstringente. Seu sabor doce só é realçado através do cozimento ou fritura, se intensificando ao longo do processo de maturação. Assim, a banana-da-terra é comumente consumida frita tanto no estado menos maduro (casca ainda esverdeada) quanto já bem madura. Por ter moderada concentração de potássio, similar as demais variedades de bananas, combate dores musculares e cãibras.

Outro tipo de banana popular no Brasil, apesar de ser a menos cultivada, é a banana-ouro, popularmente chamada de dedo-de-moça por seu tamanho reduzido e sabor adocicado. Sua polpa doce e com ótimo aroma é rica em vitamina C e magnésio, recomendada para manutenção da saúde óssea. Seu cultivo ocorre de forma concentrada no litoral dos estados do sudeste, Paraná e Santa Catarina.

Referências:

Arias, P., 2003. The World Banana Economy, 1985-2002 (No. 1). Food & Agriculture Org..

Araújo Filho, J.R., 1957. A cultura da banana no Brasil. Boletim Paulista de Geografia, (27), pp.27-54.

Lahav, E., 1995. Banana nutrition. In Bananas and plantains (pp. 258-316). Springer, Dordrecht.

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