Bahamas

Publicado em 20/01/2022
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Bahamas constitui-se de um arquipélago localizado no oceano Atlântico norte. Sua formação se dá a partir de 700 ilhas. Porém, apenas 4,3% destas terras são povoadas. Dispõe de uma área de 13.949 km² e, apensar de não possuir fronteiras terrestres, as localizações mais próximas são Cuba, Haiti, Caicós, Turkis e Estados Unidos. Devido a fatores históricos, Bahamas possui 86% de descendentes de africanos do total de 323 mil cidadãos, segundo dados de 2005. O inglês é o seu idioma oficial. Long Island, Biminis, Grande Exuma, Eleuthera, Ábaco, Andros, Grande Bahama e Nova Providência são os territórios considerados mais importantes. A capital de Bahamas é Nassau, localizada em Nova Providência.

Localização e bandeira das Bahamas. Mapa: Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0

Primeiros habitantes

O arquipélago que forma Bahamas teve como seu povo originário os lucaienses (grupo de língua aruaque). Em 1492 Cristóvão Colombo teve a primeira aproximação com os nativos, na localidade alcunhada por eles como Guanahani. O nome Bahamas é uma derivação da expressão em espanhol “baja mar” (mar baixo), como Colombo se referia à região de águas rasas que circulava as ilhas.

Assim como na maior parte dos países da América Latina, os povos originários foram dizimados pelos colonizadores. A população inicial de 40 mil nativos sucumbiu à escravidão, conflitos armados e doenças provenientes da Europa. Os lucaienses eram forçados a trabalhar em uma região de minas da Ilha de Hispaniola, formada pela República Dominicana e pelo Haiti.

Assim como ocorreu na Costa Rica, Bahamas não dispunha das riquezas naturais a que os colonizadores buscavam explorar. Desta forma, acabou sendo abandonada pelos espanhóis, tornando-se área de interesse de outras nações da Europa nos anos seguintes.

Os ingleses iniciaram colonização naquela área a partir do século XVII. Assim como fizeram em outros países da América Central, utilizavam as ilhas como refúgio para os piratas que tinham como principal atividade atacar e roubar outras embarcações que transportavam prata e ouro.

Independência de Bahamas

Durante os anos 1950 foram originados partidos políticos e diversos sindicatos das Bahamas. Naquele mesmo período ocorreu a criação do PLP (Partido Liberal Progressista), além do PUB (Partido Unido das Bahamas). O PLP era ligado à defesa de ações de cunho libertário e nacionalista na direção dos habitantes negros. Os afrodescendentes do arquipélago, apesar de representarem a maioria, passavam por situações em que eram discriminados e privados de direitos. Já o PUB era formado pela parcela branca e abastada da população. A partir de 1956 ocorreu a aprovação de medidas contra a discriminação, por meio da pressão do PLP. Isso deu força ao partido nacional e popular em relação à maior parte dos habitantes de Bahamas.

A década de 1960 trouxe alterações constitucionais importantes para Bahamas. Estas políticas tinham foco no aumento da autonomia da colônia. Desta forma, foi indicado um primeiro-ministro para governar. Posteriormente, o poder Legislativo foi firmado e dividido entre uma Câmara dos Deputados e o Senado.

Embora fosse um partido popular e ligado às causas básicas do povo, o PLP somente ascendeu ao poder em Bahamas no ano de 1967. Isso ocorreu a partir de um líder político que há muitos anos liderava a oposição, Lynden Oscar Pindling. Naquele ano, ele se tornou o premiê. Em 1969 o arquipélago alcançou sua autonomia total referente às negociações internas e, desta forma, o país foi rebatizado como Commonwealth of the Bahamas. O termo Commonwealth é o mesmo que comunidade de nações.

Os anos 1970 trouxeram algumas mudanças. O PUB tornou-se o Movimento Nacional Livre (MNL). Porém, nas eleições gerais de 1972 o PLP ganhou mais uma vez dentro de um processo que visava a emancipação.

Em 1973 a independência das Bahamas foi proclamada. O PLP continuou popular na década de 1980, tendo Pindling como um líder popular. Isso ocorreu devido a seus esforços na passagem do poder de uma elite pequena e branca na direção de um governo que representava as necessidades básicas da maioria formada pelos negros. Neste sentido, o PLP investiu em assistência social, educação e habitação.

Paraíso fiscal

Pobre em recursos naturais, Bahamas buscou reduzir sua dependência em relação ao turismo nos anos 1960. Assim, se consolidou como paraíso fiscal, dando políticas flexíveis em relação à cobrança de impostos, alíquotas inexistentes ou baixas para o capital depositado nos bancos, anonimato e sigilo em relação às transações realizadas. A partir de 1980 a área financeira passou a ser a segunda atividade mais importante da economia. No começo do século XXI, correspondia a 15% do PIB.

Fontes:

Sader, E., Jinkings, I., Nobile, R., & Martins, C. E. (2006). Latinoamericana: enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe. São Paulo: Boitempo Editorial/ Laboratório de Políticas Públicas (LPP).

https://cutt.ly/fYACuyG

https://www.bahamas.com/pt/our-history

https://wblog.wiki/pt/United_Bahamian_Party

https://www.telesurtv.net/news/Bahamas-celebra-los-47-anos-de-su-independencia-20170710-0009.html

https://www.poder360.com.br/economia/bahamas-leaks-expoe-brasileiros-com-offshore-em-paraiso-fiscal-no-caribe/

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