Economia de Minas Gerais

Mestre em Ciências Humanas (PUC-RJ, 2016)
Graduado em Geografia (UFF, 2009)

O Estado de Minas Gerais apresenta a terceira maior economia do Brasil, com participação de, aproximadamente 8,7% de participação no PIB brasileiro, ficando atrás dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, com 32,4 % e 11%, respectivamente, de participação do PIB nacional (IBGE, 2015). O Estado de Minas Gerais possui uma economia diversificada e dinâmica. Entretanto, o setor de serviços (ou setor terciário) seja predominante, frente às indústrias e a agropecuária. Podemos destacar no Estado de Minas Gerais a importância, que vem desde o Período Colonial, é o forte desenvolvimento das atividades ligadas à extração de recursos minerais, principalmente minério de ferro e manganês.

A economia do Estado de Minas Gerais por setores

Em geral, a economia de um estado ou de um país é analisada por meio dos setores econômicos que são: o setor primário, o setor secundário e o setor terciário. Resumidamente, pode-se dizer que o setor primário da economia está relacionado à produção através da exploração dos recursos da natureza. Como exemplos de atividades neste setor, pode-se citar: agricultura, mineração, pesca, pecuária, extrativismo vegetal e caça. É importante acrescentar que o setor primário fornece a matéria-prima para a indústria de transformação.

O setor secundário da economia é aquele que transforma as matérias-primas (produzidas pelo setor primário) em produtos industrializados (roupas, máquinas, automóveis, alimentos industrializados, eletrônicos, casas, etc.). Como existem conhecimentos tecnológicos agregados aos produtos do setor secundário, o lucro obtido na comercialização é significativamente maior do que aquele obtido no setor primário. Países com grau de desenvolvimento elevado tem a sua economia baseada no setor secundário da economia.

O setor terciário da economia é aquele que engloba a os serviços. Os serviços, diferente dos outros dois setores citados anteriormente, são produtos não materiais. Pode-se citar como exemplo de atividades neste setor: comércio, educação, saúde, telecomunicações, serviços de informática, seguros, transporte, serviços de limpeza, serviços de alimentação, turismo, serviços bancários e administrativos, transportes, entre outros.

O setor primário assume um papel importante na economia do Estado de Minas Gerais, principalmente nas áreas do interior do estado, locais onde a agricultura e pecuária são realizadas estas atividades. Os principais produtos agropecuários produzidos no Estado de Minas Gerais são: café (principalmente da variedade arábica), açúcar, leite, carnes (bovina, suína e de frango), soja, milho e feijão.

O setor secundário da economia, ou Setor industrial é o segundo maior da economia mineira. Corresponde a cerca de 29,5% do PIB do estado (IBGE, 2015). As indústrias extrativistas de minerais (principalmente de ferro e manganês) do Quadrilátero Ferrífero se destacam nesse setor da economia. Convém destacar que boa parte desse minério é destinada à exportação. Como consequência da presença desses minérios, o Estado de Minas também se destaca na produção de automóveis, produtos siderúrgicos, cimento, produtos químicos e alimentícios. As cidades mineiras com maior concentração de indústrias estão localizadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte (principalmente Belo Horizonte, Betim, Contagem e Sabará).

O Setor de Serviços, ou setor terciário, é o setor econômico mais significativo do Estado de Minas Gerais correspondendo a cerca de 62% do PIB do estado (IBGE, 2015). Além disso, é no setor terciário que encontramos o maior número de trabalhadores empregados.

Referencias:

IBGE, Brasil em síntese: Panoramas. Disponível em: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/panorama. Acesso em: 28 de dezembro de 2017.

PORTELA, M. Mineração ainda é destaque na economia de Minas Gerais. O Estado de São Paulo Online, 2013. Disponível em: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,mineracao-ainda-e-destaque-na-economia-de-minas-gerais,170090e. Acesso em 28 de janeiro de 2018.

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