Colonialismo russo

Licenciatura Plena em História (Faculdade JK-DF, 2012)
Pós-graduação em História Cultural (Centro Universitário Claretiano, 2014)

O colonialismo russo foi uma forma de defesa e oposição às potências europeias que estavam expandindo territorialmente através das grandes colônias conquistadas na América e África.

A Rússia ampliava o seu território chegando até ao Oceano Pacífico dando dimensão continental ao país. Em 1542 conquistou a Sibéria Ocidental, em 1620 a Central e em 1650 a Oriental.

Em 1742 adentraram o estreito de Bering até ao Alasca. Em regiões próximas do seu espaço, conquistou a Polônia, Ucrânia, Bielorrússia, Finlândia, Moldávia, Países Bálticos, Ásia Central, Sibéria e Moscóvia.

Quando os russos venderam o Alasca para os Estados Unidos em 1841, ficou nítido que eles selaram uma confissão indicando que estavam contra os ingleses. Entretanto, foi uma estratégia para não se comprometerem em territórios que fossem difíceis de serem defendidos. A área não era rentável e eles achavam que poderiam ter um aliado (os Estados Unidos) contra os britânicos.

Em 1552 os russos apossaram-se da região do Volga e também expandiram para as bacias do Kama. Em 1581 o exército cruzou os Urais e adentrou o Canato e Sibir na Sibéria.

Em 1721 por meio de Pedro “o Grande”, os russos expandiram para o lado leste do pacifico, mais especificadamente à Ucrânia e depois á Ásia Central no Cáucaso, Finlândia e Ilha Sacalina. Após a conquista da Ucrânia ocidental, da Polônia em 1667 e do Dniepre do império Otomano em 1667, ficou mais que visível a politica de expansão da Rússia.

Entre 1708 e 1709 a Suécia selou uma união com os cossacos na tentativa de libertar a Ucrânia e eles não foram bem sucedidos. Os russos invadiram a Suécia, e eles ainda perderam várias partes dos territórios para a Rússia. Entretanto em 1808 esses países uniram-se para tentar selar um bloqueio continental contra a Inglaterra.

No século XIX as tropas do império russo expandiram ao Oeste na região dos Balcãs e das Ilhas Jônicas. Em 1805 após a decadência de Napoleão, foi confirmada a posse da Finlândia, Bessarábia e Ducado de Varsóvia. Vários territórios foram ocupados também na região do Mar Negro.

Após o Tratado de Paris em 1856 a Guerra da Crimeia chegou ao fim, e a Rússia teve que devolver alguns territórios que havia conquistado, como: Kars, Moldávia, Valáquia e Bessarábia meridional, Mar Negro e as Ilhas Aland no Báltico.

Em 1858 os russos assinaram com a China um tratado que lhes beneficiou em torno de 600 000 km2 de território até ao Rio Amur (local que hoje separa a China da Rússia). No Sul construíram o porto da cidade de Vladivostok em 1860.

Quando os russos conquistaram a Ásia Central, os britânicos ficaram intimidados. Com receio e para evitar que ocorresse alguma revolta nessas terras, os russos ocuparam a região de Kuldja  em 1871. Nesse período, varias regiões da China também foram anexadas ao território russo.

No que se refere à demarcação da Rússia do Ocidente, havia também uma questão religiosa, pois, os Pan-Eslavistas acreditavam que se os eslavos e cristãos ortodoxos fossem agregados ao império russo, a Rússia teria mais poder no mundo. Alguns também achavam que a sede do Cristianismo Ortodoxo Oriental deveria ser russa.

No século XIX na conquista da Ásia Central, os russos perderam muitos soldados. Os povos que habitavam nessa região foram induzidos a praticar a agricultura. Os colonos não interferiram nos costumes, muito menos na religião praticada (Islã) por esses povos. Os russos obtiveram algodão e outras culturas dessa localidade e venderam tabaco e vodka. Alguns comerciantes compraram terras, depois arrendavam para a população local por um preço mais caro, com a intenção de ganhar dinheiro.

Dentre esses povos que foram colonizados pelos russos, poucos conseguiram se adaptar aos costumes e religião russa.

Em 2014, a Rússia invadiu novamente a região da Crimeia, que até então pertencia à Ucrânia. A comunidade internacional não reconheceu a soberania russa sobre estas terras, que ainda são consideradas parte da Ucrânia. A Rússia ainda mantém soldados na península (2019), e não há qualquer perspectiva de devolução para a Ucrânia.

Referencias:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Expans%C3%A3o_territorial_da_R%C3%BAssia