Dinastia Flaviana

A dinastia flaviana ou dinastia dos Flávios foi a segunda dinastia de imperadores do Império Romano chegando ao poder com Vespasiano após uma grave crise que irá se estabelecer no fim da dinastia Julio-Claudiana com a morte de Nero.

Tal crise é definida pelo fato de não saberem quem iria suceder o império, surgindo assim a vários candidatos ao cargo.

Alguns grupos dentro do exército vão defender a escolha de um imperador “diferente”. Os membros da Guarda Pretoriana (grupo de legionários encarregados de proteger praetorium, uma parte central do acampamento onde ficavam instalados os oficiais) desejavam a escolha de Otão; Galba era o preferido pelos legionários da península Ibérica, e Vitelio era o preferido pelos exércitos que estavam na Germania e na Galia, e por fim, o Oriente queria a escolha de Vespasiano.

Vespasiano, originário de uma familia nobre de Roma, acabou sendo o escolhido como o novo imperador dando início assim a Dinastia Flaviana.

Assim que chegou ao poder, Vespasiano teve que promover a pacificação do cenário político, pois a população em geral e os membros da alta sociedade (que ditava os caminhos que Roma teria que seguir), estavam em alvoroço, em decorrência dessa indefinição de quem seria o novo imperador. Assim que assumiu teve que “apagar esse fogo”.

Um outro problema inicial foram a revoltas promovidas pelos judeus que estavam acontecendo dentro do Império Romano, e para tomar conta da situação indicou seu filho Tito.

Uma série de mudanças foram elaboradas pelo primogênito da dinastia dos Flávios, dentre elas fortalecer o estado romano e o recuperá-lo financeiramente, além de incentivar obras históricas e até mesmo a produção de livros que valorizassem a sua administração.

Tito acaba sendo o sucessor de Vespasiano após sua morte, e foi responsável pela recuperação das cidade de Pompéia e Herculano, que foram atingidas por erupções do monte Vesúvio. Foi responsável também por recuperar a cidade de Roma de um incêndio que quase a destruiu por completo. Dentre essas recuperações, podemos perceber que a administração foi responsável por várias obras públicas.

Uma das medidas mais espantosas na dinastia dos Flávios foi do imperador de sucedeu Tito, seu irmão Domiciano, que acabou reduzindo o poder dos senadores. Com essa atitude ele deixava seu poder ilimitado e acabava assim com certas influências que o senado ainda tinha no Império.

Como seu poder agora era considerado “ilimitado”, ele acreditava que o cargo máximo do Império Romano tivesse alguma motivação divina e por causa disso se intrometia em diversos assuntos na sociedade, até mesmo nos problemas particulares das pessoas.

Seu fim foi trágico. Acabou sendo assassinado em 18 de setembro de 96 por um golpe organizado por oficiais que faziam parte da sua própria Corte.

Neste período foi construído o Coliseu de Roma, que teve inicio com Vespasiano, a sua inauguração com Tito, e Domiciano terminou sua construção.

Fontes:
http://www.infopedia.pt/$dinastia-flaviana-(69-d.-c.-96-d.-c.)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinastia_flaviana

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