Júlio César

Por Ana Luíza Mello Santiago de Andrade

Graduada em História (Udesc, 2010)
Mestre em História (Udesc, 2013)
Doutora em História (USP, 2018)

Categorias: Biografias, Civilização Romana
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Caio Júlio César, mais conhecido apenas como Júlio César, foi um líder romano importante no processo de transição do modelo republicano para o Império. Nascido em 100 a.C. viveu até 44 a.C. quando foi assassinado. O general se proclamava como filho de Vênus e Enéas (este, filho de Marte, o deus da guerra e de Vênus, a deusa do amor). Essa relação representava a junção de importantes características, que nortearam a vida política de Júlio César: o amor e a guerra, a força e a procriação, lado a lado. Muitos historiadores modernos classificam Júlio César como o último ditador da República Romana, embora escritores romanos antigos atribuíssem a ele o título de primeiro Imperador de Roma.

Estátua de Júlio César. Foto: Massan / Shutterstock.com

Júlio César nasceu em uma família de patrícios e recebeu treinamento militar. Foi um líder militar e se destacou como comandante de tropas. Dentre seus feitos estão a formação de uma aliança que dominou o território romano e as conquistas territoriais. Ao se unir a Crasso e a Pompeu, formando o Primeiro Triunvirato Romano, construiu uma aliança que gerou incômodos políticos, especialmente por parte do senado.

Seu destaque na vida militar se deve às suas conquistas nas Guerras Gálicas, responsável pela expansão territorial do domínio romano, conquistando terras ao norte, e anexando porções de terra em uma região denominada Gália. Atualmente a região é onde se encontram França, Suíça, Bélgica e parte da Alemanha. Ao final da Guerra foi exigido pelos senadores romanos que Júlio César retornasse à Roma, encerrando as atividades do exército. César não aceitou, não cumpriu o pedido e em 49 a.C. entrou armado na cidade, marchando sobre Roma, o que era proibido por lei. Esse descumprimento de Júlio César gerou um caos político que levou a uma guerra civil, da qual Júlio César saiu vitorioso, assumindo o poder, e tornando-se um ditador. A união de Crasso, Pompeu e Júlio César se desfez após a morte de Crasso, quando Pompeu passou a apoiar o senado romano contra Júlio César.

Júlio César governou em um ambiente de contestação e oposição constantes. Ele foi o responsável por promover diversas reformas, tanto no âmbito social como no âmbito político, chegando a incorporar um novo calendário, denominado Calendário Juliano, a base do Calendário gregoriano, que seguimos até os dias atuais, com os anos divididos em doze meses, e em trezentos e sessenta e cinco dias. Outro dado significativo de sua vida foi o envolvimento com Cleópatra, Faraó do Egito. A manutenção de relações com pessoas de ambos os sexos era comum em Roma, e não causava estranhamento. Tanto é que Júlio César, ditador romano, era conhecido por suas relações tanto com homens quanto com mulheres.

Em 44 a.C. Júlio César foi assassinado por senadores, sob a liderança de Marco Júnio Bruto. Ele deixou alguns escritos sobre sua vida, mas outras biografias também foram escritas após a sua morte. Em 121 Suetônio escreveu a obra Vidas dos Doze Césares que conta histórias da vida de Júlio César e de outros imperadores romanos. A vida de Júlio César e seu envolvimento com Cleópatra inspiraram produções diversas. No século XVI William Shakespeare escreveu a obra Júlio César, transformando em tragédia o momento de seu governo, a oposição contra o ditador e o relacionamento com Cleópatra. Essa mesma história ganhou não apenas os palcos como também as telas do cinema, em mais de uma produção, durante o século XX. A história de Júlio César é uma das mais conhecidas da Roma Antiga e permanece até os dias atuais.

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REFERÊNCIA

FUNARI, Pedro Paulo. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2002.

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