República Romana

Recebe o nome de República Romana (nome oficial: Respublica Romanorum, depois Senatus Populusque Romanus, em latim) o período da antiga civilização romana em que esta se encontrava organizada sob um sistema republicano. A história da República Romana se inicia em 509 a.C., com a deposição do rei Lucius Tarquinius Superbus e termina em 27 a.C. com a fundação do Império Romano por Augusto.

No plano externo, entre 509 a.C. e 52 a.C., Roma iria conquistar quase todo o mundo conhecido à época. De fato, as sucessivas conquistas provocaram grandes transformações sociais, econômicas, políticas e culturais.

Dominada a península Itálica, Roma empreendeu as guerras contra Cartago, as chamadas Guerras Púnicas (os cartagineses eram chamados de poeni (fenícios - Cartago era uma cidade fenícia no norte da África) pelos romanos). Eliminada a rival, Roma abriu caminho para a dominação do Mediterrâneo ocidental (Península Ibérica, Gália) e Mediterrâneo oriental (Macedônia, Grécia, Ásia Menor). O mar Mediterrâneo foi inteiramente controlado pelos romanos, que o chamavam de “Mare Nostrum” (nosso mar).

A grande questão interna na época da República era a desigualdade de direitos entre patrícios e plebeus, que provocou uma série de lutas sociais em Roma que duraram cerca de dois séculos.  Houve um aumento da mão de obra escrava, com os prisioneiros de guerra. Uma nova camada social de cavaleiros surgiu, conhecida como “Homens Novos”, que vinham da classe dos plebeus e enriqueceram com os saques dos territórios conquistados, com o comércio e a cobrança de impostos.

Obrigados a servir no exército romano, porém, muitos plebeus regressavam à sua terra natal tão empobrecidos que, para sobreviver, eram forçados a vender quase tudo o que possuíam, inclusive suas pequenas propriedades agrícolas. Estas acabavam por formar grandes latifúndios nas mãos dos nobres, e os plebeus, por sua vez, emigravam para os subúrbios das grandes cidades, onde engrossavam a massa de desocupados pobres e famintos.

O enriquecimento dos patrícios, a proletarização dos plebeus e ascensão dos generais levaram à deflagração de revoltas plebeias. As instituições políticas de Roma foram obrigadas a acolher esses grupos sociais.

Na passagem dos séculos II e I a.C., as tensões sociais perduravam e as ditaduras ganharam espaço. Mário e Sila foram os grandes ditadores da época, o primeiro aspirando à ampliação dos direitos plebeus, e o último buscava preservar o poder da aristocracia. Com essa constante instabilidade político social, os generais passaram a aspirar maior participação política.

Como consequência dessa maior participação dos generais, forma-se uma modalidade de administração chamada triunvirato (três chefes governando com igual poder a república). O Primeiro era formado por Júlio Cesar, Pompeu e Crasso. Crasso morre numa equivocada tentativa de anexar o império Parta (atual Irã) e Júlio César promove uma guerra contra Pompeu. Vencendo o conflito, Julio César se torna ditador de facto. César é assassinado, e logo em seguida é formado um segundo triunvirato, com Marco Antônio, Otávio e Lépido. Nessa última versão, o triunvirato se esfacelou mediante a ascensão militar de Otávio, primeiro imperador de Roma.

Bibliografia:
A República Romana (509 a.C. - 27 a.C.). Disponível em: < http://www.historiamais.com/republica_romana.htm >. Acesso: 02/02/13.
RODRIGUES, Wanda Regina. Roma: da Monarquia à República. Disponível em: < http://www.casadehistoria.com.br/conteudo/historia-antiga/roma-monarquia-republica >. Acesso: 02/02/13.

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