Resumo: Sagarana

Corpo fechado

Trabalhar não é com Manuel Fulô. Ele adora mesmo é contar histórias regadas a uma boa cachaça. O homem propõe ao narrador, médico em Lajinha, que seja seu padrinho de casamento.  Ele conta que tinha uma mula, Beija-Fulô, enquanto Antonico é proprietário de uma sela do México.

Os dois vivem tentando conquistar o bem do outro. Surge então Targino, um dos arruaceiros da região. Ele diz para todo mundo que vai dormir com a noiva de Manuel Fulô antes do matrimônio. O homem fica agoniado, pois o valentão é o dono da região. Surge então o feiticeiro Antonico e faz um acordo com Manuel. Ele vai ‘fechar seu corpo’, porém em troca precisará lhe dar a mula Beija-Fulô, bem de maior estima de Fulô. Sem saída, ele concorda.

Desta forma ele desafia Targino e, para surpresa do povo, acaba com a vida dele com uma singela faca que mais parecia um canivete. Manuel se casa com a amada e em algumas ocasiões ainda pode tomar por empréstimo sua mula de estimação. Além do mais, torna-se o novo valentão das redondezas.

Conversa de bois

Neste conto o autor destaca quatro fatores essenciais do sertão mineiro. Um deles é o carro de bois que atravessa a região transportando rapadura e um corpo, o do pai de Tiãozinho. Os animais são o segundo elemento; os outros são o condutor do carro e o guia, o menino Tiãozinho.

Oito bois movem o carro, Buscapé e Namorado, Capitão e Brabagato, Dançador e Brilhante, Realejo e Canindé. Na parte superior vai o carreiro, Agenor Soronho. O morto era também um guia da boiada. O garoto vive sua dor da perda; ele tem que enfrentar igualmente a exaustão e a forma cruel como Agenor o trata, incitando os bois sem dó ou piedade. Agora o garoto está sujeito à boa-vontade do condutor, que promove a sobrevivência dos familiares de Tiãozinho porque quer conquistar a mãe dele, a qual já era sua amante antes mesmo da morte do pai do garoto, Januário, que vivia paralisado e cego há algum tempo, sem condições de trabalhar. Enquanto Agenor adormece e o personagem mergulha numa espécie de transe, os bois conversam entre si. Os animais eram solidários ao menino e, a um comando dele, eles saltam adiante e provocam a queda de Agenor. O carreiro morre e a viagem segue mais leve.

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