Nevoeiro Fotoquímico

Nevoeiro fotoquímico (também chamado de Smog) é o nome de um fenômeno comum nos modernos centros urbanos, e consiste numa grande concentração de massa de poluentes estagnada, que, ao sofrer uma reação fotoquímica (devido à ação da luz solar), produz uma camada roxo-acinzentada na atmosfera, de imensa periculosidade à saúde daqueles em contato com tal fenômeno.

Nevoeiro fotoquímico em Pequim, China. Foto: Hung Chung Chih / Shutterstock.com

Nevoeiro fotoquímico em Pequim, China. Foto: Hung Chung Chih / Shutterstock.com

O tipo mais comum de smog é oriundo das emissões dos escapamentos de veículos em geral, componentes integrantes do cenário de toda cidade moderna. O smog fotoquímico, uma variedade do smog convencional, que envolve, como já afirmado, a reação com a luz solar, consiste na reação de hidrocarbonetos (os gases provenientes do escapamento de todo veículo de motor a explosão, ou seja, a quase totalidade de carros, caminhões e ônibus presentes no trânsito de qualquer cidade moderna) com o ozônio (O3), o principal componente do smog fotoquímico. O ozônio então reage com os hidrocarbonetos, formando álcoois, cetonas e aldeídos, assim aumentando a quantidade de compostos orgânicos poluentes como o formaldeído e a acroleína.

O termo "smog" é uma mistura das palavras "smoke" (fumaça) e "fog" (nevoeiro), ambas vindo do inglês, sendo o próprio termo "smog" utilizado pela primeira vez pelo público britânico para descrever as frequentes aglomerações de fumaça e fuligem provenientes dos parques industriais da grande Londres, em 1905, uma das primeiras cidades do planeta a modernizar-se e a apresentar uma configuração comum à todas as grandes metrópoles atuais, abundantes de doses cavalares de poluição.

O processo de formação do fenômeno smog envolve centenas de reações diferentes onde um número desconhecido de substâncias químicas reagem simultaneamente. Obviamente, todo tipo de sujeira ou restos, desde o emitido pelos veículos até aquele originário de pedestres e animais entram no meio de tal fórmula poluidora, tornando as atmosferas das cidades modernas verdadeiros reatores químicos gigantescos.

Assim, por conter uma amostra de todos os restos e dejetos que circulam pelo ambiente urbano, a inalação do smog é obviamente danosa para a saúde do cidadão que convive com aquela área poluída. As cenas hoje já comuns, em vários países do sudeste asiático, de pessoas saindo à rua com máscaras hospitalares, com a finalidade de se proteger da massa de poluição que perambula pela atmosfera são exemplos claros de como o problema do smog é concreto e ameaça a saúde de qualquer organismo vivente que escolha habitar tal local com exagerada concentração de poluentes no ar circundante. Crianças sofrem especialmente com este fenômeno, pela tendência de permanecerem mais tempo ao ar livre do que o adulto comum. Há que se citar também os idosos que sofrem de enfermidades do pulmão ou do coração, sendo assim completamente vulneráveis ao smog.

Bibliografia:
http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/ar_smog.html#INICIO

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