Neblina

Mestre em Educação, Comunicação e Tecnologia (UDESC, 2016)
Graduada em Geografia (UDESC, 2014)

A neblina, ou nevoeiro, é uma forma menor de condensação onde o vapor de água se condensa em núcleos e muitas dessas gotículas formam uma massa normalmente na cor cinza ou branca. O nevoeiro apesar de ser uma forma menos importante de precipitação é em algumas regiões desérticas a única forma de precipitação e acaba por manter a vegetação local pelo efeito de gotejamento. Além disso atrapalha bastante os meios de transporte, causando fechamento de aeroportos, dificuldade de localização no mar e grandes acidentes nas vias rodoviárias. A neblina pode ser causada por diferentes fatores e daí resulta suas diferentes classificações, sendo elas a neblina por radiação, a por advecção e a orográfica.

Neblina. Foto: Erwin Niemand / Shutterstock.com

A neblina por radiação ocorre em noites frias e limpas principalmente nas médias latitudes. Ela acontece devido ao resfriamento do solo durante a noite pela falta de radiação solar. O resfriamento do solo acaba por gerar um resfriamento por condução, por proximidade, da atmosfera mais baixa fazendo com que haja uma inversão térmica, ou seja, a parte mais próxima do solo fica mais fria que a parte de cima. Isso difere do corriqueiro na camada da atmosfera onde vivemos, em que as partes mais altas costumam ser mais frias. A neblina só vai se formar se a temperatura do ar cair abaixo do seu ponto de subsidência, ponto em que o vapor de água se condensa, formando assim uma neblina baixa que cobre o solo e poucos metros de altura acima do mesmo. Algumas formas de relevo favorecem esse tipo de formação, é o caso dos vales e áreas montanhosas. Áreas industriais podem ser afetadas por uma neblina mais densa devido a quantidade de produtos químicos no ar. O ciclo da neblina por radiação começa a noite e termina durante as primeiras horas de insolação, já que a radiação solar ajuda a evaporar as gotículas que formam a neblina.

A neblina por advecção é formada pela movimentação de massas de ar quente sobre superfícies frias como o mar, lagos ou neve. Essa movimentação gera a neblina devido a perda e calor desse ar quente para a superfície fria e forma uma neblina densa e resistente. Devido a densidade a neblina por advecção é menos afeita ao ciclo diurno da neblina por radiação e pode cobrir a terra por dias sem se dissipar ou dissipar-se durante as primeiras horas da manhã para retorna no final da tarde. Esse tipo de formação é comum em medias latitudes, ocorrendo principalmente no inverno.

O último tipo de neblina é a orográfica que assim como a chuva é formada nas faces a barlavento, viradas para o mar, de montanhas. Ela forma devido a movimentação do ar úmido que se eleva devido ao encontro com um acidente geográfico e por isso resfria e alcança o ponto de subsidência formando uma camada de neblina que cobre essa montanha nas primeiras horas do dia. As regiões tropicais por serem mais úmidas e portanto mais fáceis de alcançar o ponto de subsidência acabam por ter esse tipo de formação qualquer hora do dia.

Referencias:

GLABER, Robert E; PETERSEN, James F; TRAPASSO, L. Michel. Essentials of physicalgeography. Belmont, CA: Thomson, 2007. 8ª ed.

MENDONÇA, Francisco; DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia: noções

básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2007.

https://books.google.com.br/books?id=T2MLDAAAQBAJ&pg=PT87&lpg=PT87&dq=neblina+climatologia&source=bl&ots=qg74WGQDxj&sig=XtlyyNuJO7HCTvcSAWWk8_Q3IZc&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiCmemz7p7ZAhXCG5AKHYYBCH0Q6AEIezAI#v=onepage&q=neblina%20climatologia&f=false

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