Estigma

Mestrado em Ciências Biológicas (INPA, 2015)
Graduação em Ciências Biológicas (UFAC, 2013)

Estigma é a porção distal de um pistilo que recebe os grãos de pólen trazidos pelo agente polinizador.

A flor é um sistema caulinar determinado, um ramo que cresce por um tempo limitado. Possui esporófilos, os quais são folhas que portam esporângios. O carpelo é a estrutura que define a flor, por conter os óvulos, os quais se desenvolvem em sementes após a fecundação. Posteriormente o carpelo se desenvolve na parede do fruto.

Esquema que destaca as principais estruturas morfológicas encontradas em flores de angiospermas. Ilustração: Designua / Shutterstock.com [adaptado]

A flor consiste em partes estéreis e partes férteis (ou reprodutivas), originadas no receptáculo. Os apêndices estéreis contém as sépalas e as pétalas, ligadas pelo receptáculo abaixo dos apêndices férteis, os estames e carpelos. Sépalas surgem abaixo das pétalas, estames abaixo dos carpelos. Em conjunto, sépalas formam o cálice, pétalas formam a corola. Geralmente sépalas são verdes e espessas e as pétalas de coloração forte e de espessura mais fina, essencialmente estruturas do tipo folha. Em muitas flores, ambos os verticilos, sépalas e pétalas podem ser similares em cor e textura. As flores apresentam até quatro verticilos de apêndices.

Um verticilo é um círculo das partes florais do mesmo tipo. Uma flor incompleta é composta por dois verticilos, o cálice, com seu conjunto de sépalas e a corola, com o conjunto das pétalas, formam o perianto. Uma flor completa é formada por quatro verticilos. De fora para dentro, o verticilo é formado pelo cálice, com seu conjunto de sépalas, pela corola, com o conjunto de pétalas, pelos estames, que coletivamente forma o androceu e os pistilos ou carpelos, que coletivamente formam o gineceu. A disposição das peças florais ou a prefloração pode ser valvar, imbricativa, contorta ou aberta.

A prefloração valvar ocorre quando as pétalas ou sépalas não estão sobrepostas. São imbricadas quando pétalas ou sépalas se apresentam total ou parcialmente sobrepostas no botão floral. O termo “imbricada” deve ser utilizado para situações em que a pétala está totalmente externa, quando as margens não estão sobrepostas umas às outras. Podem ser contortas quando as pétalas e sépalas apresentarem uma margem livre e a outra recoberta. A prefloração é aberta quando não há qualquer sobreposição entre as pétalas ou sépalas (isto é pouco comum).

Os estames são microsporófilos, portam o grão de pólen e em conjunto são denominados como androceu. Geralmente nas angiospermas, o estame consiste em um pedúnculo delgado ou filete. Em sua extremidade está localizada a antera bilobada, contendo quatro microsporângios ou sacos polínicos, em pares.

Os carpelos são megasporófilos, portam um ou mais óvulos e em conjuntos são denominados como gineceu. Uma flor pode conter um ou mais carpelos, que podem ser separados ou fusionados, em parte ou na sua totalidade. O carpelo individual ou o conjunto dos carpelos fusionados pode ser chamado de pistilo.

O carpelo individual ou o grupo de carpelos fusionados são compostos por três partes: estigma, estilete e ovário.

O estigma está localizado na parte superior e é o receptor do grão de pólen. O estilete é o local onde o tubo polínico cresce (é a parte intermediária entre o estigma e o ovário). O ovário está na extremidade inferior o qual contém os óvulos.

O estigma que surge diretamente do ovário é chamado de séssil e são comuns nas euforbiáceas, como na seringueira (Hevea brasiliensis, Euphorbiaceae).

Quando os carpelos são fusionados pode haver um estilete em comum ou cada carpelo pode manter um separadamente.

O ovário comum de carpelos fusionados é subdividido em lóculos. Os lóculos são câmaras do ovário que contém os óvulos e o número de lóculos é relacionado com o número de carpelos do gineceu.

A posição de inserção do estilete no ovário pode ser terminal, como na maioria das plantas, estando no ápice do ovário, lateral ou de forma não centralizada e ainda na base ou ginobásico.

Referências bibliográficas:

Raven, P. H.; Eichhorn, S. E.; Evert, R. F. Biologia Vegetal. 8ª ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro. 2014

Souza, V. C. et al. (2013). Introdução à botânica: morfologia. São Paulo: Instituto Plantarum de Estudos da Flora.

Gonçalves, E. G. & Lorenzi, H. Morfologia vegetal: organografia e dicionário ilustrado de morfologia das plantas vasculares. 2 ed. São Paulo:Instituto Plantarum de Estudos da Flora. 2011.