Elemento químico Rênio

Rênio é o nome dado ao elemento químico de símbolo "Re", cujo número atômico é 75 e a massa atômica é 186,207 u. Dentro da tabela periódica, está posicionado entre os metais de transição, e na natureza encontra-se em estado sólido.

Seu nome é uma referência a Rhenus, nome em latim do rio Rhein (Reno), importante rio do centro da Europa. Foi descoberto por W. Noddack, Ida Tacke e Otto Berg, em 1925, em Berlim. Pouco tempo depois, as suas propriedades começaram a ser estudadas intensivamente e a sua produção começou na Alemanha.

Este metal branco-prateado, muito denso e estável ao ar foi o último elemento natural não-radioativo a ser descoberto. Apesar disso, este não ocorre de forma livre e não há um mineral específico constituído majoritariamente por seus átomos. Assim, encontramos o rênio na maioria das vezes em associação com as molibdenites, minérios de MoS2, que contêm desde 0,002 a 0,02% deste elemento. As molibdenites encontram-se em minérios de sulfureto de cobre e são a fonte comercial mais importante de rênio.

O rênio apresenta um dos maiores pontos de fusão, excedido somente pelo tungstênio e pelo carbono. É também um dos mais densos, excedido somente pela platina, irídio, e ósmio. Sua forma comercial geralmente é em pó, mas pode ser obtido na forma compacta, com até 90% da sua densidade teórica. Resiste à corrosão e oxidação mas perde o brilho lentamente em ar úmido. Dissolve-se nos ácidos nítrico e sulfúrico. No estado recozido, é bastante dúctil, podendo ser trabalhado a frio. A massa específica é elevada, superada apenas pela platina, irídio e ósmio. O ponto de fusão também é alto, inferior apenas aos do tungstênio e do carbono.

A escassez e elevado custo deste elemento limitam fortemente as suas aplicações. No entanto, devido à sua excepcional resistência a altas temperaturas e elevado ponto de fusão, o rênio torna-se imprescindível na manufatura de termopares para medição de temperaturas até 2500 ºC, em atmosferas não oxidantes, bem como no fabrico de ligas refratárias com tungstênio, tântalo, nióbio, molibdênio, etc. É ainda extensivamente usado para compor filamentos em espectrógrafos de massa e em detectores de íons. Além de outras aplicações de menor vulto, utiliza-se no estado de pó ou coloidal como catalisador de reações de hidrogenação e oxidação. É encontrado ainda em termoelementos, nas pontas de aparos de canetas, em contatos para telefones e na tecnologia de foguetes espaciais. Ligas de rênio e molibdênio são supercondutoras a 10K.

Bibliografia:
Re. Disponível em: <http://www.quimlab.com.br/guiadoselementos/renio.htm>. Acesso em: 20 mai. 2012.
Rênio. Disponível em: <http://www.tabela.oxigenio.com/metais_de_transicao/elemento_quimico_renio.htm>. Acesso em: 20 mai. 2012.
Rénio. Disponível em: <http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e07500.html>. Acesso em: 20 mai. 2012.
Rénio. Disponível em: <http://www.infopedia.pt/$renio>. Acesso em: 20 mai. 2012.
Rênio - Re. Disponível em: <http://www.mspc.eng.br/quim1/quim1_075.shtml>. Acesso em: 20 mai. 2012.

Arquivado em: Elementos Químicos