Denominações cristãs

Pós-doutorado em História da Cultura (Unicamp, 2011)
Doutor em Ciências da Religião (Umesp, 2001)
Mestre em Teologia e História (Umesp, 1996)
Licenciado em Filosofia (Unicamp, 1992)
Bacharel em Teologia (Mackenzie, 1985)

Denominação cristã é uma organização religiosa que funciona sob um nome (denominação) e tem estrutura e doutrinas comuns. Algumas denominações cristãs aceitam as demais, como versões da mesma igreja e com diferenças entre si – são grupos denominacionalistas. Outras entendem que as diversas denominações são um problema, considerando as demais como heréticas ou apóstatas.

Denominações são as ramificações ou grupos do cristianismo, denominados conforme seus históricos, fatos cronológicos ou divisões doutrinárias e passaram a surgir após o Concílio de Éfeso (431 d.C.). Basicamente houve a principal divisão do século 11, entre a Igreja Católica do Ocidente e a Igreja Católica do Oriente (Ortodoxa) – Grande Cisma do Oriente (1054), por divergências hierárquicas e culturais; depois outro cisma no século 16 – Reforma Protestante – que gerou várias denominações cristãs, com diversidade teológica e vertentes, congregações participantes de organização eclesiástica monolítica, congregações independentes e autônomas. As principais ramificações, grupos ou denominações do Cristianismo podem ser ordenados por relacionamentos históricos, doutrinários e cronológicos.

Denominações surgidas nos primeiros séculos: gnósticos, ebionistas, apolinários, montanistas e arianos – considerados heréticos desapareceram diante da unificação e definição da doutrina cristã nos Concílios Ecumênicos: Concílio de Éfeso (431), Igreja Assíria do Oriente e controvérsia cristológica do nestorianismo. Concílio da Calcedônia (451), cisma entre as Igrejas Síria e Alexandrina (chamada de Copta ou egípcia) se diferenciaram da Igreja Ortodoxa. Divergências entre catolicismo ocidental e oriental, diferenças culturais dos Impérios Romano e Bizantino (ortodoxo) causaram o Grande Cisma do Oriente (1054), entre o catolicismo romano e o ortodoxo. Diferentes denominações surgidas antes da Reforma Protestante: Itália (século 12) - Pedro Valdo fundou a denominação dos Valdenses mais tarde absorvida por grupos protestantes. Na Boemia dos Estados Pontifícios, poderosa região ortodoxa, houve conversão à fé católica romana. Século 14: pré-reformador João Huss principiou o movimento Hussita, mais tarde originando a denominação dos Irmãos Morávios. Século 16: a Reforma sequer pretendia criar nova igreja ou seita, mas acarretou um enorme cisma no cristianismo europeu criando o segundo maior ramo de denominações cristãs - o protestantismo - com diversas denominações cristãs até a atualidade: luteranas, calvinistas, presbiterianas ou reformadas, batistas, congregacionais, metodistas etc. Depois vieram denominações cristãs dos movimentos restauracionistas, pentecostais, deuteropentecostais e neopentecostais etc.

O catolicismo tem 23 igrejas particulares sui iuris, autônomas de Ritos litúrgicos diferentes: ocidental (latino) e o oriental das Igrejas Católicas Bizantinas: Albanesa, Ítalo-albanesa, Bielorussa, Búlgara, Eslovaca, Georgiana, Grega, Húngara, Russa, Rutena e Sérvia; Ritos das igrejas greco-católicas: Melquita, Ucraniana, Romena unida com Roma; a Igreja Maronita, Siro-malancar, Síria, Caldeia, Siro-Malabar, Armênia, Copta e Etíope.

Igrejas de Ortodoxia Oriental (Miafisismo) de tradição siríaca: Igreja Ortodoxa Síria, Siríaca Malankara (Indiana); de tradição armênia: Igreja Apostólica Armênia. Patriarcados ortodoxos históricos: Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém. Pequenos Patriarcados: das Igrejas Ortodoxas: Russa, Georgiana, Sérvia, Búlgara, Romena. Igrejas ortodoxas autocéfalas: Polonesa, Cipriota, Grega, Albanesa, Tcheca e Eslovaca, na América.

Catolicismo independente que não se subordinam a Roma: Velha Igreja católica, Igreja Católica Apostólica Brasileira e I.C.A. Carismática.

Protestantismo histórico (magisterial): luteranos, calvinistas (reformados, presbiterianos e congregacionais), anglicanos (e episcopais).

Protestantes radicais: anabatistas, puritanos.

Protestantismo tardio: batistas, metodistas, adventistas.

Pentecostais (ou evangélicos): pentecostais, deuteropentecostais (segunda onda) e neopentecostais (terceira onda).

Restauracionistas ou paraprotestantes: mórmons, testemunhas de Jeová, adventistas. Antitrinitarianos: arianistas, modalistas, monarquianistas, patripassianistas, servetistas, socianistas; cristadelfianos. Pentecostais do nome de Jesus (unicistas), mórmons e testemunhas de Jeová.

Esotéricos: gnósticos, rosa-cruzes, católicos liberais.

Referências:

http://ensinandoasescrituras.webnode.com.br/products/historia%20das%20denomina%C3%A7%C3%B5es%20crist%C3%A3-/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Denomina%C3%A7%C3%A3o_crist%C3%A3

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