Brônquios

Por Débora Carvalho Meldau

Graduada em Medicina Veterinária (UFMS, 2009)

Categorias: Sistema Respiratório
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Nos mamíferos, os brônquios compreendem estruturas tubulares encarregadas de encaminhar ar aos pulmões.

A traquéia ramifica-se em dois brônquios: o direito e o esquerdo. Estes, por sua vez, apresentam estrutura altamente semelhante à da traquéia e recebem o nome de brônquios primários ou brônquios de primeira ordem. Estes últimos, apesar de apresentarem características anatômicas iguais às da traquéia,  possuem diâmetro menor do que a mesma. Cada brônquio possui o seu próprio tronco nervoso, vascular e linfático, que, ao mesmo tempo, se ramifica com cada divisão das vias aéreas.

No geral, à medida que as vias aéreas condutoras se subdividem, apresentando-se gradativamente mais estreitas, o epitélio respiratório se torna mais curto, com menos células caliciformes (células secretoras de muco), e a quantidade de glândulas, tecido conjuntivo e cartilagem também diminui. Somente os tecidos muscular liso e elástico aumentam.

Cada brônquio primário divide-se uma ou mais vezes para dar origem aos brônquios intrapulmonares, que podem ser considerados secundários ou terciários. Este brônquio intrapulmonar também recebe o nome de brônquio lobar, uma vez que ele vai para um lobo pulmonar individual, penetrando o pulmão através de seu hilo. Os brônquios lobares que se seguem, ramificam-se em dois ramos, que, por sua vez, se dividem em mais dois outros. Este padrão de divisão, no qual uma estrutura se divide em duas recebe o nome de ramificação dicotômica, que é o principal padrão de ramificação do pulmão.

Os brônquios que derivam dos brônquios lobares originam as vias aéreas para porções do pulmão denominadas segmentos broncopulmonares ou brônquios segmentares. Cada um dos ramos subsequentes ou gerações de brônquios apresenta vias aéreas cada vez menores, mas com uma área de superfície maior do que a geração precedente.

Com a geração de brônquios intrapulmonares menores, a cartilagem hialina, além de se tornar menor, torna-se também irregular em sua localização e organização. Deste modo, ocorre a perda da configuração cartilaginosa de anel em C, resultando em vias aéreas isentas de uma região plana, com conseqüente arredondamento das mesmas. Glândulas mistas simples ainda são observadas na região, mas de menor tamanho e densidade. Neste ponto, o tecido conjuntivo da adventícia é mais frouxo e apresenta quantidade variável de fibras elásticas da adventícia de outras localidades da árvore bronquial. Além disso, o tecido nervoso também pode ser observado na forma de um plexo nervoso no interior da submucosa e da adventícia e como terminações nervosas dentro do epitélio respiratório.

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Fontes:

Tratado de Histologia Veterinária – Samuelson, Don A., 2007

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