Oleoduto

Especialista (MBA) em Gestão da Qualidade Total (UFF, 2013)
Graduada em Química, Tecnóloga (Unigranrio, 2011)
Graduada em Ciências Biológicas (Unigranrio, 2006)

O modo de vida contemporâneo está cercado de diversas utilidades que facilitam o cotidiano. A água potável que chega nas torneiras das residências, o gás utilizado para aquecer o chuveiro e cozinhar os alimentos, ou a gasolina utilizada como combustível nos carros. Vários materiais percorrem longas distâncias até chegar nas indústrias de processamento, mercados, postos de gasolina, restaurantes, residências, entre outros. E muitos desses insumos são transportados por meio de tubulações.

As tubulações que transportam ou transferem gás são chamadas de gasodutos e as de óleo bruto são denominados oleodutos. As tubulações se fundamentam na diferença de pressão. De acordo com o Regulamento Técnico de Dutos Terrestres da ANP, toda tubulação que transporta hidrocarbonetos líquidos e outros combustíveis, como por exemplo, biodiesel, etanol ou diesel de forma sequencial em polidutos, são considerados oleodutos.

Os oleodutos podem ser instalados em terra ou no mar. São importantes no setor petrolífero, pois o óleo bruto geralmente é extraído de locais distantes do seu processamento e de onde serão consumidos. Podem ser classificados em oleodutos de transporte (movimentam petróleo e seus derivados em percursos de interesse geral), oleodutos de transferência (movimentam os insumos em um percurso específico) e o oleoduto portuário (interligam as instalações à estrutura de modal aquaviário).

A rede de oleodutos dos Estados Unidos é formada com mais de 335.000 km de oleodutos e de 480.000 km de gasodutos. É considerada a maior rede do mundo. Na Europa existem projetos de ampliação da sua rede de oleodutos e gasodutos, devido ao crescimento da produção de origem onshore. Um dos maiores oleodutos próximos à Europa possui aproximadamente 880 km entre Baku e Batumi, na Geórgia, no Mar Negro. Existem também a rede de tubulações entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, no Sul e o Báltico no Norte, e o oleoduto da amizade de 4800 km entre o rio Volga e a Europa Oriental.

O Brasil apresenta 7.500 km de oleodutos distribuídos pelo país, com capacidade de 10 milhões de m³, 543 tanques, 20 terminais terrestres e 27 terminais aquaviários. Sua capacidade é regulamentada pela ANP, sendo administrado preferencialmente pelo proprietário da infraestrutura. Em comparação com países como os Estados Unidos sua rede está muito aquém de suprir toda a necessidade do país.

Infraestrutura de produção e movimentação de petróleo e seus derivados – 2015. Fonte: ANP.

A construção de oleodutos pode oferecer riscos ambientais por onde são instalados. A temperatura do óleo na tubulação, o desmatamento da região e o risco de vazamentos, são impasses que devem ser considerados, do mesmo modo que os impactos nas comunidades por onde passam. Fatores ambientais como terremotos e inundações podem acometer as tubulações contaminando o ecossistema.

Existem várias maneiras de transportar petróleo como caminhões, trens e navios, porém os oleodutos continuam sendo a forma mais eficiente, segura e econômica na logística de transporte do combustível fóssil. Contudo, o Brasil necessita ampliar sua malha para suprir a demanda nacional, pois apresenta um grande desafio logístico que exige tempo para a sua implementação. Ademais, devem ser autorizados pela ANP e englobar todos os requisitos ambientais.

Bibliografia:

http://www.anp.gov.br/wwwanp/armazenamento-e-movimentacao-de-produtos-liquidos/oleodutos-de-transporte-e-transferencia

http://www.anp.gov.br/wwwanp/images/EXPLORACAO_E_PRODUCAO_DE_OLEO_E_GAS/Seguranca_Operacional/Fiscalizacao/Regulamento_Tecnico_Dutos_Terrestres.pdf

http://www.pipeline101.org/Why-Do-We-Need-Pipelines

https://www.prnewswire.com/news-releases/europe-oil--gas-pipeline-leak-and-theft-detection-market-by-onshore-vs-offshore-by-application-by-source-of-revenue-by-equipment-by-technology-competition-forecast--opportunities-2012a2022-300512802.html

http://factsanddetails.com/russia/Education_Health_Transportation_Energy/sub9_6c/entry-5152.html

Arquivado em: Economia, Transporte