Sete Maravilhas do Mundo Antigo

As 7 maravilhas do mundo antigo são monumentos construídos pelo homem durante a antiguidade e considerados únicos pela sua beleza ou arquitetura. Infelizmente, a única delas que inda existe é a Pirâmide de Gizé, no Egito. De todas as outras restaram apenas histórias ou algumas gravuras.

Na verdade, essa é uma classificação não oficial que tomou fama com o tempo e acabou permanecendo. Mas não existe consenso nem mesmo sobre quem teria escrito esta lista das maravilhas do mundo antigo. Alguns afirmam que foi Heródoto, um famoso historiador que viveu entre 484 a 425 a.C., outros, que foi Calímaco de Cirene, que teria elaborado a primeira lista no século 3 a.C, ou ainda, mas menos creditado, Filo de Bizâncio, engenheiro que teria elaborado a lista em 130 a.C..

- A mais famosa das 7 maravilhas da antiguidade é, sem dúvidas, a Pirâmide de Gizé. Uma, das 80 pirâmides que existem no Egito, ela foi escolhida provavelmente por ser a maior de todas, ocupando uma área de 2,2 hectares. Tendo sido criada entre os anos de 2589 a 2566 a.C. ela é a única das sete maravilhas que ainda existe.

- Os Jardins Suspensos da Babilônia são mais uma das maravilhas do mundo antigo, mas talvez sequer tenham existido. Dizem as histórias que os Jardins ficavam à beira do rio Eufrates, na região da Mesopotâmia (atual Iraque), e na verdade não eram suspensos: eram construídos em cima de uma grande construção de cerca de cinco andares.

Seu esplendor se constituía no fato de que a região da Mesopotâmia é extremamente árida, portanto, construir ali um jardim com árvores verdejantes sob as quais se podia caminhar, segundo escreveram Filo de Bizâncio e Diodorus Siculus, escritor da era clássica, era realmente um feito maravilhoso. Alguns alegam que eles teriam sido construído por Nabucodonossor, mas ainda não foi encontrado nenhum registro deste soberano que governou a Babilônia por muitos anos e que sempre narrava seus feitos utilizando a escrita cuneiforme dos babilônicos.

- O Templo de Ártemis, em Éfeso (atual Turquia), foi construído em 550 a.C. pelo rei Creso, da Lídia. O templo era todo sustentado por maravilhosas colunas de mármore em estilo jônico com estruturas em alto relevo e capitéis com rosetas, mas o seu maior esplendor era a estátua da deusa Ártemis (equivalente à deusa grega Diana, deusa da caça e da fertilidade). Toda construída em ouro, prata, ébano e outras pedras, a estátua atraía visitantes de todas as regiões que levavam réplicas da estátua como lembrança. Em 21 de 356 a.C., Heróstrato, um cidadão grego, incendiou o templo para se tornar imortal.

Anos depois Alexandre Magno ofereceu recursos para reconstruir o templo de Ártemis, desde que seu nome ficasse inscrito ali. A proposta foi recusada e anos depois o templo foi finalmente reconstruído ainda maior e mais belo. Entretanto, em 262 d.C. o templo foi novamente depedrado. Desta vez os invasores godos saquearam o templo que, no século 5 d.C. teve o restante de seu mármore retirado para reconstruir a cidade. Finalmente, após uma sucessão de terremotos, o que restara do templo ruiu e suas ruínas descobertas, em 1860, pelo arqueólogo John Turtle Cayster que levou uma de suas colunas ao museu Britânico.

- A Estátua de Zeus no Templo de Olímpia, toda construída em ouro e marfim pelo artista grego Fídias que levou oito anos para terminar sua obra prima (de 450 a 458 a.C.) era monumental. O templo por si só já era magnífico e continha portas gigantescas de bronze que se abriam para revelar a maravilhosa estátua de 64 metros de altura e 72 colunas dóricas do deus dos deuses que segurava em uma de suas mãos a deusa grega da vitória, Nike, e na outra mão um cetro. Seu trono era adornado todo com relevos representando as histórias da mitologia grega. Infelizmente essa maravilha também foi destruída. Em torno de 462 ou 475 d.C. um incêndio destruiu a estátua de Zeus que chegara até, a ser retratada em moedas da cidade de Olímpia. Meio pelo qual conseguimos hoje ter uma idéia de ela como era.

- A próxima maravilha é o Mausoléu de Halicarnasso (na região da moderna cidade de Bodrum, na Turquia), um mausoléu construído por Artemis que mandou erguer o templo para sepultar seu marido, o rei Mausolo, rei de Cária, do qual foi derivada a palavra mausoléu. Artemis morreu dois anos depois de seu marido, não chegando, portanto, a ver o templo terminado. Para a tarefa ela escolhera o arquiteto Pítis, que construiu a estátua que encimava o templo e mais quatro escultores que ornariam cada um, um lado do templo: Escopas, Briáxis, Leocarés e Timóteo. O templo foi destruído no século 15 quando terremotos foram fazendo com que ruísse aos poucos. E em 1494 suas colunas de mármore foram transformadas em argamassa para reforçar o castelo dos Cavaleiros de São João de Malta, em Bodrum.

- O Colosso de Rodes era uma enorme estátua do deus grego Hélios, construída pelo escultor Carés de Lindos no século 3 a.C. para comemorar a desistência dos macedônios em invadir a ilha de Rodes. Estima-se que ela maior que a estátua de Zeus em Olímpia, com 33 metros de altura, toda composta de bronze, pedras e ferro. Ninguém sabe ao certo qual era a aparência da estátua, mas algumas histórias contam que ela representaria o deus Helio segurando uma tocha em uma das mãos e que seu rosto teria sido esculpido com base no rosto de Alexandre Magno. Em 225 a.C. um terremoto derrubou a estátua que destruiu várias casas ao cair. Os habitantes da ilha teriam tentado reconstruí-la, mas um oráculo teria aconselhado a deixar como estava, e foi o que fizeram. Então, em 653 d.C. os árabes que invadiram a ilha venderam o colosso como sucata.

- A última das 7 maravilhas da antiguidade é o Farol de Alexandria. Ele foi construído por volta de 285 d.C. a mando de Ptolomeu, na ilha de Faros (ou Pharos) na costa do Egito. Não se sabem o certo quem o construiu, mas Sóstrates de Cnido, que alguns dizem ter sido arquiteto, teve papel importante na construção do farol. A obra toda feita em argamassa e mármore tinha três andares sobre os quais ficava uma estátua que não se sabe se era de Zeus ou Poseidon. O primeiro andar era um quadrilátero, o segundo um octógono e o último um cilindro, totalizando 137 metros de altura. Durante o dia o farol orientava os viajantes com o uso de um espelho que refletia a luz do sol e, de noite era usada uma fogueira. Após o século 13 e depois de resistir a 22 terremotos e tentativas frustradas de restaurá-lo, o farol ruiu indo parar no fundo do mar Mediterrâneo.

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