AIDS

Por Ana Paula de Araújo
Atualmente é impossível registrar em algumas linhas, algumas páginas ou em alguns livros o significado da sigla acima. A infeliz repercussão que esta síndrome teve no último século fez dela um dos maiores medos do ser humano. Na Idade Média ficou conhecida pelo alto índice de depressão que as pessoas adquiriam por possuírem doenças como a tuberculose, a rubéola, entre outras da mesma gravidade, e morrerem freqüentemente ainda jovens. O maior medo da Idade Média, no entanto, era o medo da morte. As pessoas se questionavam a respeito do seu destino após a morte e viam o acontecimento como o fim de uma jornada. Como as doenças citadas acima eram comuns e freqüentes, além de serem contagiosas, as pessoas que as adquiriam tinham praticamente a certeza de estarem próximas da morte.

Com a descoberta das vacinas para prevenir estas doenças, o pensamento que as pessoas tinham a respeito delas e da morte passou a ficar quase apagado. Hoje, o medo da morte ainda permanece, pelo menos na maioria das pessoas. Mas o que realmente faz a diferença é que esta síndrome, a AIDS, passou a ser o grande adversário de pessoas do mundo inteiro, e que mesmo com alguns avanços na ciência, a cura da AIDS parece ainda ser uma possibilidade remota.

Assim como na Idade Média a ciência tentava explicar a morte (e não conseguiu), hoje a grande esperança mundial é a de se encontrar a cura para a AIDS. Porém, enquanto isso não acontece o esforço deve ser nosso em controlar a disseminação deste vírus devastador, o qual ainda assusta a maioria das pessoas apenas em ouvir falar.

Vejamos então algumas informações a respeito da síndrome, não com o intuito de escandalizar, mas com o intuito de alertar a cada um de nós a respeito tanto do perigo de se adquirir, quanto do cuidado com os que já o adquiriram para que estes tentem levar uma vida o mais normal e sadia possível.

O HIV, vírus da imunodeficiência humana, é responsável pela transmissão da Síndrome e pode ser transmitido através do ato sexual ou por contato com células e/ou secreções infectadas pelo vírus, dessa maneira. Pode também ser transmitido através do contato com o sangue do portador do vírus. A saliva possui substâncias que praticamente inativam o vírus, por isso é raro ocorrer a transmissão do mesmo por vias orais (usar talheres, copos, ou beijar não transmite o vírus).

As maneiras mais comuns de se adquirir o vírus são: o ato sexual, durante o parto ou amamentação (da mãe para o filho), o compartilhamento de seringas durante o uso de drogas injetáveis, a transfusão de sangue infectado, o uso de agulhas em práticas como acupuntura e tatuagens, e o uso de outros objetos cortantes quaisquer que tenham mantido contato com o sangue de algum portador.

Em banheiros públicos, convívio familiar, transportes coletivos, contato físico, contato social, uso de pratos e talheres, picadas de insetos e doação de sangue não há o risco de se adquirir o vírus.

A AIDS é a infecção do sistema imunológico pelo HIV (HIV1 ou HIV2), e consiste na fragilização do sistema imunológico, por isso, uma infecção comum, que seria facilmente curada em alguém sem o vírus, pode ser fatal para alguém que tenha adquirido o HIV. A doença pode se manifestar em dois estágios: a doença do HIV sintomática tardia, caracterizada por complicações em infecções normalmente tratáveis, e a doença do HIV avançada que costuma ser favorável ao desenvolvimento de infecções ou outras doenças mais graves, as quais são bastante perigosas para a vida do portador.

Até os primeiros seis meses de infecção do vírus ele pode não se manifestar. A pessoa parece sadia e os exames podem dar negativo, nesse período, chamado de período de incubação, a pessoa pode transmitir o vírus embora ele não seja detectado, por isso é necessário sempre consultar um médico (homens e mulheres) caso se tenha uma vida sexual ativa. Entre um e cinco anos após ser infectado pelo vírus a pessoa ainda pode manter uma aparência saudável, sem sintomas físicos, mas o vírus já se manifestou e os exames são capazes de detectá-lo. O vírus pode se manifestar, no entanto, sem tempo determinado, pode ser em semanas ou em anos após adquiri-lo. É importante lembrar que os sintomas do vírus da AIDS se manifestam através de outras doenças que são facilmente adquiridas devido à baixa do sistema imunológico, mas o fato de alguém apresentar esses sintomas não necessariamente quer dizer que esta pessoa é portadora do HIV.

Alguns dos principais sintomas são: emagrecimento sem causa aparente, diarréia prolongada, sapinho na boca, tosse seca, febre contínua, íngua com duração de mais de três meses, suores noturnos, cansaço e fraqueza sem motivos, etc.

A última fase de desenvolvimento do vírus é a que aparentemente já se manifesta, de modo a deixar transparecer para outras pessoas. A pessoa pode pegar facilmente doenças graves no cérebro, câncer, pneumonia e vários tipos de infecções.

Para não se adquirir o vírus, o ideal é manter o ato sexual apenas com um parceiro e ainda assim fazerem, os dois, exames periódicos como forma de prevenção. O uso da camisinha é um outro caminho, porém tem sido provado por diversos profissionais da saúde que o vírus HIV é muito menor que os poros do látex, material usado para fabricar os preservativos, além do risco comum de estar furado, romper ou vazar durante o ato sexual, o que não garante que o uso do preservativo evitará a infecção pelo vírus.

Para cuidar de um portador do vírus são necessários alguns cuidados como manter seus próprios objetos de uso pessoal como alicates, tesouras, toalhas, etc. No caso de algum ferimento este deve ser cuidado com a orientação de um profissional da saúde, e com o uso de curativos impermeáveis, tanto para evitar a infecção quanto para evitar a transmissão do vírus. No entanto, para quem apenas convive com o portador mas não precisa cuidar dele, o ideal é manter uma relação normal, longe de preconceitos e atitudes de discriminação. A pessoa não pode ser afastada de nenhuma atividade por causa da sua doença (trabalho, estudos, amigos, esportes, diversão, dança, praia, viagens, etc.), a menos que esteja fisicamente impossibilitada para realizá-la. Um portador de HIV pode manter relacionamentos amorosos normalmente, contanto que seja acompanhado por um profissional a fim de evitar que o seu parceiro seja também infectado.

É de extrema importância combater o preconceito aos portadores de HIV. Estes têm os mesmos direitos humanos e cívicos que qualquer pessoa saudável ou não. Caso você seja um portador é necessária a consciência de que deve respeitar a integridade física e psicológica dos que estão ao seu redor, tomando todos os cuidados para viver bem e não transmitir o vírus para mais ninguém. Toda enfermidade física merece cuidados específicos, porém isso não deve ser motivo para se excluir ou excluir alguém do convívio social.

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