Espondilose Cervical

Por Débora Carvalho Meldau
A espondilose cervical é definida com um conjunto de alterações resultantes da artrose da coluna cervical.

Com o passar dos anos, os discos intervertebrais da região cervical perdem água, levando a redução de elasticidade dos mesmos. Quando há uma insuficiente nutrição dos discos, ocorre perda dos elementos que o formam, com consequente diminuição da altura e da sua resistência aos choques decorrentes do simples movimento ou de traumas, tornando-os mais propensos a rupturas e degeneração. Por conseguinte a estas reações discais, ocorrem reações das vértebras adjacentes, levando à formação de osteófitos (bicos-de-papagaio), que tendem a fundir as vértebras. O somatório desses acontecimentos pode levar à redução do canal vertebral, no qual está contida a medula espinhal.

Existem diversas causa para a espondilose cervical. Pequenos traumatismos copiosos favorecem o aparecimento de lesões nos discos intervertebrais, sendo que algumas profissões aumentam esse risco. Outro fator de grande importância é o tabagismo, pois este altera a microcirculação sanguínea, levando à consequente prejuízo da nutrição dos discos. O conjunto de alterações nas vertebrais e discos cervicais leva à compressão da medula e raízes espinhais.

As manifestações clínicas compreendem dor cervical e limitação dos movimentos da região cervical. Em algumas pessoas, o estreitamento do canal medular pode levar à compressão nervosa. A radiculopatia é a compressão de uma raiz nervosa, que se caracteriza por dor que irradia do pescoço para a escápula e para um dos braços, associada à sensação de formigamento ou de dormência dos mesmos.

Já  a mielopatia é quando ocorre a compressão da medula espinhal, em consequência da espondilose. Há perda progressiva dos movimentos de todos os membros. Normalmente, inicia-se com dificuldade progressiva para caminhar, juntamente com uma sensação de enrijecimento dos músculos dos membros inferiores. Há perda da capacidade de comandar as pernas que, por conseguinte, afeta também os membros superiores. Uma sensação de dormência surge nas pernas e no tronco, que ascende rapidamente. Juntamente, surge uma sensação de urgência para urinar, que evolui para incontinência urinária. Nos homens, disfunção erétil também está presente.

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico e confirmado através de exames de imagem, preferencialmente a ressonância magnética, utilizada para estudo do estreitamento do canal espinhal, o grau de compressão e a forma como as raízes acometidas encontram-se distribuídas.

Os casos mais brandos, no qual não há comprometimento das funções nervosas, o tratamento é sintomático, juntamente com exercícios que objetivam melhorar e aumentar os movimentos da região cervical, bem como corrigir a postura quando esta se encontra alterada. Nos casos no qual somente a radiculopatia encontra-se presente, pode ser tratado com antiinflamatórios, analgésico e exercícios fisioterápicos. Já quando há mielopatia progressiva, o tratamento consiste em realizar a descompressão da medula por meio de procedimento cirúrgico.

Fontes:
http://www.manualmerck.net/?id=95&cn=888
http://www.colunars.com.br/coluna.asp?texto=1&link=2
http://www.tuasaude.com/espondilose-cervical/
http://www.tuasaude.com/sintomas-de-espondilose-cervical/
http://pt.scribd.com/doc/59433752/47/Espondilose-cervical
Ilustração: http://assindromeseeu.blogspot.com/2010/08/artrose-cervical-ou-espondilose.html

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