Herpes-zóster

Por Débora Carvalho Meldau
O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, consiste em uma infecção viral que tem como agente etiológico o Varicella-zoster virus, o mesmo vírus causador da varicela (catapora).

Alguns indivíduos não desenvolvem completa imunidade após o contágio com pelo vírus da varicela, sendo que o mesmo permanece latente em linfonodos próximos à coluna vertebral. No momento em que este agente encontra condições adequadas para se desenvolver, o vírus dormente reativa-se e, pelo nervo correspondente ao linfonodo, alcança a pele.

Este agente acomete indivíduos de ambos os sexos, afetando com maior frequência os adultos e idosos. O surgimento desta afecção pode indicar uma baixa de imunidade que pode ser resultante da presença de outras patologias, em situações de estresse ou pacientes submetidos à quimioterapia.

O período de evolução desta doença dura aproximadamente 15 dias e as principais manifestações clínicas incluem:

  • Dores nevrálgicas;
  • Prurido;
  • Formigamento;
  • Cefaleia;
  • Febre;
  • Aparecimento de vesículas na pele que lembram as lesões causadas pelo herpes humano simples, nas quais se encontra um líquido transparente ou amarelado.

Em certos casos, a dor persiste mesmo após o desaparecimento das lesões, fato que caracteriza a neurite pós-herpética.

O diagnóstico é especialmente clínico-epidemiológico. Exames laboratoriais comumente não são feitos, somente quando é necessário realizar diagnóstico diferencial. Nesses casos, o vírus pode ser isolado de lesões vesiculares dentro de 3 a 4 dias após o surgimento das mesmas. A identificação do vírus em questão pode ser feita através do teste de anticorpo fluorescente ou por cultura em tecido. Todavia, o teste de eleição para identificação do vírus herpes-zóster é o PCR.

Não existe cura para esta afecção, portanto o tratamento visa diminuir a dor. O tratamento deve ser estabelecido no momento em que os sintomas aparecerem, objetivando prevenir dano irreparável ao nervo acometido que resultará nas dores nevrálgicas pós-herpética. Para o tratamento utiliza-se antivirais, em especial o aciclovir. As lesões de pele desaparecem espontaneamente, porém é necessário adotar algumas medidas para evitar o surgimento de infecções secundárias, como banhos em água morna que auxiliam no alívio dos sintomas, além de limpar a pele.

Fontes:
http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/herpes-zoster-cobreiro-2/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Herpes-z%C3%B3ster
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?235
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/zoster.shtml
http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1830/varicelaherpes_zoster.htm

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