Neoplasia

Por Débora Carvalho Meldau
Neoplasias são “novos crescimentos” anormais do tecido que se desenvolve mais rápido que os tecidos normais adjacentes, de uma maneira descoordenada e persistente. Eles podem ser benignos ou malignos, sendo o termo “câncer” utilizado para os crescimentos malignos.

Células neoplásicas diferem das células normais nos seguintes itens:

  • Proliferação descontrolada, a qual é independente do requerimento de novas células;
  • Diminuição da diferenciação celular;
  • Alteração de comunicação e adesão celular.

As neoplasias benignas geralmente apresentam um crescimento lento e expansivo, determinando a compreensão dos tecidos vizinhos, levando à formação de uma pseudocápsula fibrosa. No caso das neoplasias malignas, devido ao crescimento rápido, desordenado, infiltrativo e destrutivo não há a formação dessa pseudocápsula.

Todas as estruturas orgânicas possuem parênquima, composto por células em atividade metabólica ou duplicação, e um estroma, representado pelo tecido conjuntivo vascularizado, que tem por objetivo sustentar e nutrir o parênquima. Os tumores também possuem essas estruturas, sendo que no caso dos benignos, por apresentarem crescimento lento, apresentam um estroma e uma rede vascular adequada, por esse motivo raramente apresentam necrose e hemorragia. Já no caso dos tumores malignos, devido à rapidez e desorganização do tecido, pela capacidade de infiltração e pelo elevado índice de multiplicação celular, eles apresentam essa desproporção entre o parênquima tumoral e o estroma vascularizado. Isso pode resultar até em necrose e hemorragia, de diferentes graus.

O desenvolvimento dos tumores malignos um processo de várias etapas, que envolve um acúmulo de mudanças ou “erros” no ácido desoxirribonucléico (DNA). As etapas que levam à transformação neoplásica de uma célula não são totalmente entendidas, mas a mudança fundamental envolve a disfunção dos genes que controlam crescimento e diferenciação da célula. Genes específicos também podem:

  • Ser ativados (conhecidos como oncogenes); ou
  • Ser inativados (conhecidos como genes supressores de tumores); ou
  • Ter seus níveis de expressão alterados.

Algumas vezes, oncogenes ou genes supressores de tumores podem ser alterados indiretamente por mudanças genéticas ocorridas nos genes de reparo de DNA. Tais genes falham em exercer suas funções normais de reparo, causando cortes anormais do DNA acumulado, alguns dos quais podem ser importantes para o crescimento celular.

A transição de crescimento normal controlado de células para células de neoplasias malignas requer diversas mutações. Mudanças genéticas podem ocorrer em células de linhagem germinativa e, dessa forma, estarem presentes em todas as células do corpo ao nascimento ou, muito mais comumente, pode suceder espontaneamente em células somáticas como parte do processo de envelhecimento.

O acúmulo de mutações espontâneas acontece de modo lento, mas freqüentes fatores de risco externos aceleram a taxa de acumulação. O desenvolvimento de um tumor maligno pode, dessa maneira, ser oriundo de:

  • Eventos genéticos espontâneos;
  • Estímulos externos: biológicos (vírus, parasitas, hormônios), físicos (raios ultravioletas, trauma, radiação) e químicos;
  • Eventos genéticos hereditários.

Fontes:
http://www.medicinacelular.com.br/aulasdownload/aula13/13c_neoplas.mansia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Neoplasia
Oncologia em Pequenos Animais – Joanna Morris e Jane Dobson. Editora Coca, 2001.

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