Sarcoma de Kaposi

Por Débora Carvalho Meldau
O Sarcoma de Kaposi é uma neoplasia que acomete o endotélio linfático. Foi descrita pela primeira vez no ano de 1872 pelo médico húngaro Moritz Kaposi, em Viena, dando-lhe o nome de “sarcoma múltiplo pigmentado idiopático”.

Esta neoplasia leva ao crescimento de um tecido anormal que cresce abaixo da pele no revestimento da cavidade oral, nariz, garganta, e em outros órgãos. Essas lesões possuem coloração arroxeada e são compostas por células cancerosas, novos vasos sanguíneos e leucócitos sanguíneos.

Entre os anos de 1950 e 1960 surgiu uma forma endêmica da doença na África. No ano de 1970, houve a associação dessa patologia com baixa de imunidade iatrogênica. No ano de 1980, surgiram muitos casos da doença em indivíduos homossexuais. Já em 1994, foi demonstrada a presença de um herpes vírus associado, denominado VHH-8 ou KSHV. Essa doença desenvolve-se apenas em sistemas imunitários deprimidos.

Existem quatro tipos de sarcoma de Kaposi, sendo que cada um possui um desenvolvimento clínico diferentes, são eles:

  • Forma clássica: esta foi a primeira a ser descrita e afeta, especialmente, os homens com mais de 60 anos de idade. É visto nas regiões orientais do Mediterrâneo, principalmente nas penínsulas Balcânicas e ilhas gregas. Apresenta-se como lesões cutâneas, afetando em especial os membros inferiores e não provoca dor.
  • Forma endêmica: foi descrita pela primeira vez em 1950 como uma das formas mais frequentes de cancro na África. Em indivíduos do sexo masculino em idade mais avançada, o curso pode assemelhar-se à forma clássica, no entanto, em indivíduos mais jovens, apresenta-se sob uma forma muito mais agressiva, disseminada, com lesões multifocais que acometem as vísceras e sistema linfático. Uma forma mais rara (aproximadamente 5% dos casos), afeta crianças com a mesma frequência para ambos os sexos.
  • Forma pós-transplante: foi observado a partir da década de 1970 em pacientes que receberam transplante, especialmente de rim, que foram submetidos a tratamentos imunodepressores (para evitar rejeição), sendo que a incidência dessa patologia nesses indivíduos é de 500 a 1000 vezes mais alta do que na população em geral.
  • Forma associada ao HIV: foi notado na década de 1980, devido ao acometimento de um grande número de indivíduos homossexuais, nos Estados Unidos, em um curto período de tempo, alertando para o aparecimento da AIDS. Nos países desenvolvidos a realização de terapias antiretrovirais reduziu a sua incidência, mas nos países onde a prevalência dos dois vírus (VHH-8 e HIV) e de parcos recursos sanitários, o sarcoma de Kaposi tornou-se a forma de cancro mais comum.

O diagnóstico é feito através de biópsia. Caso seja confirmado o diagnóstico, outros exames devem ser realizados para a determinação da lesão da doença.

Existem quatro tipos de tratamento padrão para o sarcoma de Kaposi, que são: a quimioterapia, a radioterapia, a cirurgia e terapia biológica que utiliza o sistema imunológico do paciente para lutar contra o câncer. O tratamento, em casos onde o sarcoma está associado ao HIV, deve combinar tratamentos para ambas as doenças. Terapias antivirais usadas para reduzir a evolução da AIDS podem ser combinadas com medicamentos contra o câncer e remédios para combater as infecções.

Fontes:
http://www.copacabanarunners.net/sarcoma-kaposi.html
http://www.daviddarling.info/encyclopedia/K/Kaposis_sarcoma.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarcoma_de_Kaposi
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/10227
http://www.oncoguia.com.br/site/interna.php?cat=39&id=319&menu=2

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