Comensalismo

Por Thais Pacievitch
Comensalismo é uma das relações harmônicas interespecíficas (entre indivíduos de espécies diferentes), caracterizada por ser benéfica para uma das partes, sem causar prejuízo para a outra parte, em situações que envolvam alimentos, tais como restos de alimentos ou do metabolismo. É denominado comensal, a espécie que se alimenta dos restos da outra espécie.

São exemplos de comensalismo:

+ A rêmora e o tubarão – Esse é o exemplo mais conhecido de comensalismo entre espécies. A rêmora se fixa no corpo do tubarão por meio de uma nadadeira dorsal que se transforma em uma espécie de ventosa, e é transportada por ele enquanto alimenta-se dos restos de sua alimentação. O tubarão não é prejudicado, pois a rêmora só se alimenta do que o tubarão descarta, e seu peso não atrapalha em nada o tubarão, pois é insignificante.

+ Entamoeba coli e o homem – Nessa relação, o comensal é o protozoário Entamoeba coli, que vive no intestino humano, onde se alimenta dos restos da digestão realizada pelo homem.

+ Leão e a Hiena – Nessa relação, o comensal é a hiena, que fica a espreita dos leões, que geralmente vivem em bandos, aguardando que estes saiam para caçar e se alimentem, para servirem-se das carcaças deixadas pelos felinos.

+ Urubu e o Homem – Nessa relação o comensal é o urubu, que se alimenta do desperdício dos homens, geralmente nos lixões das cidades.

+ O piolho-das-abelhas e a abelha-rainha – Nessa relação o comensal é o piolho-das-abelhas, que se alimenta dos restos da refeição servida para a abelha-rainha por suas operárias.

+ O peixe-palhaço e a anêmona-do-mar – Nessa relação, o comensal é o peixe-palhaço, que encontra refugio entre os tentáculos da anêmona-do-mar e alimenta-se das sobras de alimentos dela. Para a anémona-do-mar a presença do peixe palhaço é indiferente.

Outras relações harmônicas interespecíficas são o mutualismo, a protocooperação e o inquilinismo.