Expectorantes

Por Débora Carvalho Meldau
Expectorante é uma droga capaz de provocar ou promover a expectoração. Para uma melhor compreensão dos efeitos dos expectorantes, é necessário conhecer o funcionamento do sistema mucociliar. Este sistema é de fundamental importância no processo de defesa dos pulmões. Deste modo, o ar, ao entrar pelo sistema respiratório superior, alcança a traquéia, já filtrado e umidificado. Na parte de inferior desse sistema, encontram-se importantes sistemas de defesa, dos quais destacam o sistema mucociliar e o reflexo da tosse.

O sistema mucociliar é responsável pela movimentação de fluidos (muco), os quais são produzidos pelas células caliciformes e pelas glândulas dos brônquios. Todos os dias é produzida uma certa quantidade de muco que, em condições normais, contém aproximadamente 95% de água, sendo os 5% restantes compostos de carboidratos, lipídeos, material inorgânico, imunoglobulinas, enzimas e outras proteínas. Os ágeis e sincronizados movimentos ciliares empurram esse muco para a glote. Durante este percurso, boa parte do muco é absorvida pela mucosa, chegando apenas aproximadamente 10% à glote, quantidade essa que é deglutida.

Quando alguma patologia encontra-se presente, há excessiva secreção de muco, além de este apresentar-se mais viscoso, pois ocorre mudança na proporção de água e outros elementos, com aumento especialmente de mucopolissacarídeos e proteínas. Este muco espesso recebe o nome de catarro ou esputo.

O expectorante é responsável por promover a redução da viscosidade das secreções. Portanto, esta classe de medicamentos é utilizada com a finalidade de aumentar a quantidade de catarro e reduzir a viscosidade das secreções, promovendo, conseqüentemente, a remoção destas das vias aéreas. Estes medicamentos são classificados em três categorias: expectorantes reflexos, expectorantes mucolíticos e expectorantes inalantes.

Expectorantes Reflexos

Estes expectorantes atuam por meio da estimulação de terminações nervosas vagais, na faringe, esôfago e até na mucosa gástrica, resultando em um aumento da produção de muco pelas células, especialmente da mucosa respiratória.

Alguns exemplos de expectorantes reflexos são: iodeto de potássio, guaifenesina e ipecacuanha (ou ipeca).

Expectorantes Mucolíticos

Estes são assim denominados porque promovem redução da viscosidade das secreções pulmonares, facilitando, deste modo, sua eliminação. Seus principais representantes são a bromexina e a N-acetilcisteína.

Expectorantes Inalantes

A administração desse tipo de expectorante requer o uso de aparelhos para a produção de vapores. Dentre os expectorantes mais utilizados estão a benzoína, uma resina aromática e o óleo de eucalipto.

A nebulização de solução fisiológica de NaCl a 0,9% tem também sido empregada com a finalidade de fluidificar o catarro, promovendo, conseqüentemente, a redução da viscosidade.

O dióxido de carbono é outro expectorante utilizado por inalação. Este gás é empregado principalmente quando é necessário remover secreções na parte inferior do trato respiratório. O dióxido de carbono causa hiperemia da mucosa dos bronquíolos, produzindo secreções menos viscosas, facilitando assim a sua eliminação. Além disso, este agente produz movimentos respiratórios mais profundos e ativos, auxiliando a excreção do catarro.

Fontes:
http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/832.pdf
http://es.wikipedia.org/wiki/Expectorante

Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária – Helenice de Souza Spinosa, Silvana Lima Górniak e Maria Martha Bernardi; 4° edição. Editora Guanabara Koogan, 2006.

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