Período Siluriano

Com a radical transformação climática que dizimou grande parte do bioma gerado pelo Período Ordoviciano, o Período Siluriano é marcado por gerar um processo de revitalização na fauna e na flora.

Seu período compreende entre cerca de 443 milhões de anos atrás e 416 milhões e é subdividido pelas épocas: Llandovery (a mais antiga), Wenlock, Ludlow e Pridoli (a mais recente).

O termo foi definido pela primeira vez pelo pesquisador Roderick Murchison no País de Gales, em 1830.

A glaciação fez com que alguns territórios ficassem submersos mesmo com a amenização do clima, já que as geleiras formadas acabariam sendo derretidas com o passar dos anos. As regiões da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania ficaram encobertas pela água durante algum tempo, mas ao longo do período se soergueram.

Nesta época surgiram diversas espécies de invertebrados trilobites, crinoides, escorpiões marinhos e cefalópodes. Também apareceram recifes de corais, as primeiras plantas terrestres, peixes com mandíbulas de água doce e os primeiros insetos similares às aranhas e centopeias.

Alguns especialistas acreditam que o Período Siluriano era absolutamente rico em matérias orgânicas oriundas do ouro e dos metais. Em grande parte do território do planeta estes minérios podiam ser encontrados com facilidade. Rochas também preenchiam praticamente todos os continentes (menos o território onde atualmente fica a Antártica), principalmente as carbonáticas e siliciclásticas.

A gigantesca região de Gondwana, que abrangia os continentes da América do Sul, África, Antártica, sul da Ásia e Oceania começou a circundar o globo e colidiu com a região norte da Laurentia, território atual da Europa e da Sibéria.

Fontes:
http://www.fgel.uerj.br/dgrg/webdgrg/Timescale/Siluriano.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Siluriano
http://universe-review.ca/R10-19-animals.htm
http://jan.ucc.nau.edu/~rcb7/globelowres.html

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