Como e Por que ler

Por Roberta Laisa Dantas de Sousa
Livro escrito por Harold Bloom em 2001. A obra Como e Por que ler destaca nomes grandiosos da literatura, desbrava as múltiplas importâncias de uma boa leitura, mostra e demonstra os fascínios do mundo literário e não se pode deixar de citar o foco crítico e reflexivo. O livro não pode ser encarado como uma receita pronta de um gostoso bolo, mas como uma receita deliciosa que se deve fazer e saborear de forma prazerosa.

No Prólogo apresenta-se detalhadamente a importância da leitura e seus benefícios para a formação de um leitor com opiniões, criando a capacidade de refletir e avaliar. O livro sugere princípios interessantes para uma leitura produtiva, sendo o primeiro o seguinte: “Livrar a mente da presunção”; o segundo: “Não tentar melhorar o caráter do vizinho, nem da vizinhança, através do que lemos ou de como o fazemos”; o terceiro: “O estudioso é uma vela acesa pelo afeto e pelo gosto de toda a humanidade”; o quarto: “Para ler bem é preciso ser inventor”; o quinto: “resgatar a ironia”. Como já foi dito o livro cita nomes de grandes escritores que precisam ser degustados e apreciados como: Ivan Turgenev, Samuel Johnson, Emerson, Tchekhov, Maupassant, Ernest Hemingway, Flannery O’Connor, Vladimir Nabovok, Jorge Luis Borges, Tommaso Landolfi, Italo Calvino, William Blake, Walter Savage, Tennyson, Robert Browning, Walt Whitman, Emily Brontë, William Shakespeare, John Milton, Samuel Taylor, Miguel de Cervantes, Jane Austen, Charles Dickens, Dostoiévski, Hery James, Proust, Oscar Wilde, Herman Melville, Faulkner, Nathanael West, Thomas Pynchon, Cormac McCarthy, Ralph Ellison, Toni Morrison, Virginia Woolf, D. H. Lawrence, entre outros. Dentro deste mundo de escritores a literatura transpassa em contos, poemas, romances, peças teatrais, entre outros estilos literários.

Ao iniciar a leitura destes ou de outros autores é necessário em primeiro momento guardar seu senso crítico, após uma leitura observadora, aquele primeiro contato com o texto é destinado à interação leitor e texto. Depois que acorrer a absorção do leitor pela obra, então se pode deixar fluir senso crítico. O livro dispõe e usa freqüentemente a arte da omissão, o niilismo, a mistura do passado e presente (muito usado nas obras que o autor sugere como leitura base), o implícito das boas obras, a constante transformação do ser com base na leitura, transcendência do ser, constante prazer do ser com a leitura.

Enfim como afirma o próprio Harold: “Exorto o leitor a procurar algo que lhe diga respeito e que possa servir de base à avaliação, à reflexão. Leia plenamente, não para acreditar, nem para concordar, tampouco para refutar, mas para buscar empatia com a natureza que escreve e lê”.

Fontes
Bloom, Harold. Como e Por que ler.