Équidna

A équidna (palavra que provém do grego, significa víbora), é um animal de corpo atarracado e coberto por pêlos ásperos e espinhos. Assim como o ornitorrinco, é um verdadeiro fóssil vivo, apresentando características de répteis, ave e mamífero, e, na história da evolução, é considerada sobrevivente de uma época em que os mamíferos estavam se distanciando dos répteis.

Este animal é que pertence à ordem dos Monotremados (mamíferos mais primitivos) e à família Tachyglossidae. Estes animais possuem cloaca e põem ovos, mas amamentam seus filhotes. A fêmea põe apenas um ovo por vez, que é incubado numa bolsa abdominal. Após, aproximadamente, 7 a 10 dias, o filhote sai do ovo, sendo ainda imaturo (cego e sem pêlos), permanecendo na bolsa durante seis a oito semanas (até que nasçam os espinhos), lambendo o leite produzido em duas zonas glandulares da barriga da mãe.

Existem cinco espécies, que possuem comportamento e aparência semelhantes, sendo a équidna porco-espinho a mais conhecida de todas.

Este animal possui um bico longo e uma língua comprida que pode ser projetada a uma boa distância, usada em sua alimentação, que é composta de insetos. Por possuir uma dieta semelhante ao tamanduá, este animal foi apelidado de “tamanduá de espinhos”.

Podem apresentar dentes, mas estes são de cartilagem e acabam caindo com o tempo. Utilizando suas unhas fortes, a équidna consegue escavar grandes buracos (tocas) em um tempo muito curto, cerca de 2 a 3 minutos. Possui hábitos noturnos e durante o dia, permanece nas tocas, abrigando-se em território pedregoso, ou entre raízes de árvores. Seu habitat natural é na Nova Guiné, na Austrália e Tasmânia e costuma viver em grandes altitudes.

Fontes:
http://www.thistasmania.com/flickr-friday-spiny-but-cute/
http://olharesdavida.blogspot.com/2009/11/animais-em-extincao.html
O Mundo dos Animais – Mamíferos II. Editora Nova Cultura, 1990.

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