Período Paleolítico

Conforme Gowlett, os arqueólogos desenvolveram um quadro da evolução dos hominídeos. Isto foi elaborado pelos arqueólogos com a finalidade de verificar o desenvolvimento e fabricação de ferramentas. Dentre as formas de classificação destas variações do período Paleolítico há quem prefira utilizar termos como idade da Pedra Primitiva, Secundária e Posterior para se referir ao período Paleolítico no continente africano. Além desta, outras formas de nomeação desta subperiodização como Paleolítico Inferior, Médio e Superior podem se referir à temporalidade do Paleolítico na Europa e na Ásia.

Ilustração: Esteban De Armas / Shutterstock.com

Gowlett, todavia, relatou que os pesquisadores da década de 1960 abandonaram as divisões tripartidas a favor de sequências puramente estratigráficas de cultura, mas ainda boa parte do quadro principal é utilizado atualmente. No século XX, os pesquisadores buscaram atenuar as discrepâncias entre os regimes temporais dos europeus e dos africanos, para remover o juízo de valor para o desenvolvimento dos povos.

De acordo com Gowlett, no que concerne ao estudo da arqueologia dos hominídeos, as pesquisas começam com as técnicas de produção de ferramentas que deixam registros. Em linhas gerais, hoje fala-se de um Paleolítico antigo, datado de 2,6 a 4 milhões de anos atrás, um Paleolítico Médio, de 400 mil a 40 mil anos atrás, e um Paleolítico tardio, de 40 mil anos para frente. Ainda que essas atribuições contenham certo grau de arbitrariedade reconhecida pelos pesquisadores, a divisão atual é aceita pela maioria. Todavia, a maioria dos arqueólogos percebem que a datação e esquemas podem ser arbitrários dependendo dos vestígios encontrados e estes assuntos são as principais questões discutidas entre os pesquisadores que estudam o período Paleolítico.

Há, segundo J. AJ. Gowlett, em grande parte, consenso de que o gênero Homo apareceu por volta de 2,5 a 2,3 milhões de anos, e que o homem moderno começou a aparecer por volta de 500 mil anos atrás, dando origem ao Neandertal e ao Homo sapiens. Um ponto importante estudado na distinção das diversas espécies, além da estrutura óssea, é o tamanho da caixa craniana, ao que se estima o tamanho do cérebro. Algumas questões também levantadas apontam a possibilidade de o Homo heidelbergensis ser simplesmente um ancestral do Neanderthal europeu, outros pesquisadores, entretanto, consideram este como o descendente dos hominídeos do continente africano. Outra questão sobre a qual ainda não se chegou a um consenso é o possível 'fim' do Homo erectus há, em média, 500 mil anos, exceto talvez no Extremo Oriente.

Bibliografia:

CAMPS, Marta; CHAUHAN, Parth. Sourcebook of Paleolithic Transitions: Methods, Theories, and Interpretations. Berlim: Springer Science & Business Media, 2009, 574 p.

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