Hominídeos

Graduada em Ciências Biológicas (USU, 2009)

O termo hominídeo é utilizado para descrever os humanos e os ancestrais extintos, como os Australopithecus. O único representante vivo é o Homo sapiens sapiens. Este grupo encontra-se dentro da ordem dos primatas.

As principais características desta família são: a posição ereta e bípede para deslocamento, aumento da capacidade craniana quando comparado aos outros grupos de primatas e desenvolvimento de dentes pequenos e os caninos não especializados. Posteriormente, surgiram também modificações no comportamento, habilidade de desenvolver utensílios para uso próprio e específico e a linguagem verbal.

Evolução

A analise de fósseis sugere que os primeiros hominídeos surgiram na África, por volta de 7 milhões de anos atrás. Os espécimes mais antigos já encontrados foram nomeados de Sahelanthropus tchadensisArdiphitecus kabadda, o último datado com 5,8 milhões de anos.

Apesar de serem encontrados fósseis de hominídeos nos cinco continentes terrestres, o Australopithecus, que provavelmente teria sucedido essas espécies só foram encontrados, até agora, no continente africano, denominando assim a África como o Berço da Humanidade. O gênero Australopithecus dividiu-se em espécies como: o Australopithecus anamensis, Australopithecus afarensis, Australopithecus aethiopicus, Australopithecus boisei, Australopithecus robustus, e Australopithecus africanus. Porém não se sabe de qual delas teria dado origem ao grupo seguinte, chamado Homo.

O grupo subsequente aos Australopithecus teria aparecido por volta de dois milhões de anos (o gênero Homo) e dominado o planeta devido ao desenvolvimento de características cognitivas, provavelmente pelo aumento da capacidade craniana com massa cerebral quase quatro vezes maior do que o encontrado no grupo anterior, e expressado como uma melhor adaptação aos demais grupos. A primeira subespécie do gênero Homo foi o Homo habilis, posteriormente o Homo rudolfensis, Homo erectus, Homo ergaster, Homo heidelbergensis, Homo neanderthalensis e por fim o Homo sapiens.

Existe uma discordância no meio científico quanto ao grupo que teria dado sequência aos Australopithecus, mas analisando a data dos fósseis, é provável que o sucessor seja o Homo habilis. O Homo habilis recebeu este nome pela sua capacidade de desenvolver ferramentas que facilitaram a obtenção de alimento e contra-atacar predadores. Este grupo apresenta estratégias de caça similar ao encontrado nos Australopithecus. As características novas encontradas no Homo habilis são: a posição da cabeça com relação a coluna vertebral, o aumento da massa cerebral, a diminuição do maxilar e a diminuição dos dentes.

O Homo erectus é a espécie mais antiga a ter deixado a África e migrado para a Ásia, posteriormente, teria seguido para a Europa. A relação anatômica entre o fêmur do Homus erectus e do Homo sapiens é quase indistinguível, além disso apresentam como características: a caixa craniana ser pequena e com parede grossa e uma mandíbula mais robusta.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento de adaptações oriundas de seus ancestrais, o Homo neanderthalensis apresenta as características mais elaboradas antes do grupo dos Homo sapiens. O Homo neanderthalensis é conhecido como o homem das cavernas ou homem neandertal, pois os primeiros fósseis foram encontrados em cavernas. Eles foram os primeiros a conseguirem sobreviver em regiões gélidas e desenvolverem instrumentos elaborados e forjados para a caça, como pedras lascadas para se tornarem pontiagudas.

O Homo sapiens teve a sua origem na África. Acredita-se que tenha sido originado em duas etapas: o homem anatomicamente moderno e posteriormente o homem comportamentalmente moderno. Evolutivamente é possível que o Homo neanderthalensis e o Homo sapiens surgiram do mesmo ancestral, o Homo heidelbergensis.

Bibliografia:

POUGH, F.H; JANIS, C.M; HAISHER, J.B. A vida dos Vertebrados. Editora Atheneu, 4ª edição, São Paulo, 2006.

MENDES, J.C. Paleontologia Geral. Editora Da Universidade de São Paulo, 1997.

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