Por Fernando Rebouças |
O povo asteca sacrificava prisioneiros de guerra para refeições de prática de exofagia. A exofagia era o canibalismo praticado com indivíduos de outras tribos. Ingerir partes de um indivíduo do mesmo grupo ou família é endocanibalismo.
Nas ilhas de Fiji, região do Pacífico, os líderes das tribos comiam a carne de indivíduos considerados especiais na sociedade em que viviam. No Brasil, o canibalismo tupinambá consumia carne humana por ser doce e saborosa e por vingança ao inimigo. Na era do descobrimento, tribos indígenas brasileiras comiam o inimigo por vingança, não buscavam pessoas fracas ou covardes como alimento.
O canibalismo no Brasil acabou através do trabalho de catequese, nos dias de hoje, os Ianomâmis comem as cinzas de um amigo já falecido como símbolo de respeito e consideração. Nas antigas guerras indígenas da Amazônia, quem matava o inimigo adquiria uma imagem de corajoso e forte, e o capturado era visto como mera parte da tribo.
No cinema, o canibalismo ficou caracterizado em filmes de terror e em aventuras que ocorriam na África selvagem, principalmente em histórias filmadas até os anos 40, em que o europeu se destacava perante uma tribo primitiva num ambiente que descrevia o clima de neocolonialismo do início do século XX, e a superioridade do branco europeu.
| Data de publicação: Categorias: História, História do Brasil, Sociologia |
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