Cisto sinovial

Graduação em Fisioterapia (Faculdade da Serra Gaúcha, FSG, 2014)

O cisto sinovial é uma condição comum, podendo manifestar-se na fase da infância à fase adulta. Na infância acaba sendo um pouco mais raro, geralmente descoberto de forma casual. Na fase adulta pode acontecer com maior frequência, uma vez que algumas pesquisas sugerem que o aparecimento do cisto sinovial pode se dar por conta de lesões consideradas repetitivas ou que possam gerar sobrecarga sobre as articulações.

Geralmente os cistos sinoviais se caracterizam por serem um acúmulo de líquido sinovial em regiões como punho, mão, dedos, joelhos ou pés. Geralmente são cistos benignos, que podem apresentar ou não limitações na funcionalidade da estrutura que o apresenta. O surgimento dos cistos sinoviais está frequentemente associado à conexão entre a articulação e uma bursa, próxima de uma estrutura muscular ou tendínea. Com o passar do tempo pode ser que a estrutura apresente alterações de funcionalidade, necessitando assim de procedimento cirúrgico para a remoção da estrutura do cisto.

Causas

As causas do surgimento do cisto sinovial ainda são desconhecidas, porém se cogitam hipóteses como:

  • Artrite;
  • Artrose;
  • Osteoartrite;
  • Rupturas meniscais;
  • Movimentos repetitivos de flexão e extensão;
  • Derrame articular;
  • Lesões e acidentes;

Sintomas

Os cistos sinoviais podem ser totalmente assintomáticos. Dentre eles, podemos citar os cistos da região de punho, cisto de Baker (próximo à cavidade poplítea), neuroma de Morton (fáscia plantar), dentre outros que podem surgir de forma tão aleatória quanto os citados. Quando os cistos apresentam sintomas, podem manifestar principalmente limitações de movimentos e dor intensa, tanto em posição estática quanto na realização de movimento que a articulação permitir. Quando os cistos se apresentam sem nenhum quadro álgico ou sem comprometimento nas atividades de vida diária, se mantém o acompanhamento para verificação de crescimento ou não da massa presente. Porém, deve-se atentar quando o cisto não gera dor, porém pode interferir na amplitude de movimento da estrutura onde estiver localizado, comprometendo assim a funcionalidade do segmento.

Diagnóstico

O diagnóstico do cisto sinovial pode ser feito através do exame físico e exames de imagem, como ressonância magnética e ecografia. A principal característica que se torna necessário observar com os exames de imagem é saber diferenciar o que seria um tumor e o que seria um cisto, a partir da composição da massa e o conteúdo líquido. Existem tumores malignos que podem ser confundidos com cistos, que geralmente são os fibrossarcomas, sarcoma sinovial e o fibrohistiocitoma maligno. Quando os cistos são ressecados, orienta-se que sejam realizados exames anatomopatológicos para que não haja suspeita alguma sobre a ocorrência de tumores.

Tratamento

Em casos onde apresenta quadro álgico ou limitação de movimento, podem ser necessários procedimentos para tratamento, como:

  • Drenagem do excesso de fluído;
  • Medicamentos para alívio de dor e do processo inflamatório;
  • Ressecamento do cisto;

Para que não haja nenhum comprometimento, só se opta pela cirurgia quando o paciente apresenta os sintomas agravantes que podem levar à incapacidade funcional, tornando assim a articulação em questão com grande desuso. A diferenciação dos tumores para os cistos se dá através da consistência, presença ou não de calcificações ou erosões ósseas, aspecto homogêneo ou heterogêneo, conteúdo do cisto, lesões intra-articulares que possam justificar a presença cística, aneurismas locais, dentre outros sintomas. Alguns cistos podem apresentar-se rotos, fazendo com que o exame de palpação possa ser confundido com patologias como trombose venosa profunda ou tromboflebites.

O diagnóstico correto faz com que sejam prevenidas intercorrências ou até mesmo abordagens que possam vir a ser inadequadas para o quadro. Por isso, o acompanhamento médico se faz necessário, assim como o diagnóstico complementar através de exames de imagem até a condução do tratamento correto.

Referências:

NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

TORTORA, Gerard J. Corpo Humano – Fundamentos de Anatomia e Fisiologia. Porto Alegre. 4ª ed. Artmed Editora. 2000.

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