Indústrias de bens de capital

As indústrias de bens de capital atuam no sentido de prover elementos para as companhias de outros segmentos como a indústria pesada e a de bens de consumo. Podem ser responsáveis pela produção de recursos a serem utilizados para complementar a produção de um bem de consumo (rodas para carros, por exemplo). Em outro aspecto, sua produção pode ser utilizada pela indústria pesada (máquinas para a extração de minério). Devido à ampla gama de serviços das indústrias de bens de capital, especialistas costumam enquadrá-las como um tipo de indústria de base (pesada).

Em suma, a indústria de bens de capital tem foco na produção de produtos que geram outros produtos. Exemplos de bens produzidos por este tipo de indústria são: maquinário para embalagem, impressão, equipamentos para o setor de construção e elétrico. Na prática, um bem de capital seria uma câmera utilizada pela indústria cinematográfica. Com seu uso, ela produz filmes, que seriam um bem de consumo (direcionados ao consumidor final). Nesta aplicação verifica-se a utilização de um bem de capital que gera um bem de consumo.

As companhias que atuam com bens de capital são muitas vezes consideradas como alicerces do setor industrial de manufatura. Assim, o investimento neste segmento demonstra-se fundamental tanto para o campo estatal como para o privado, pois possui valor intrínseco referente à segurança, independência, aumento e mantenimento da concorrência na economia, gerando benefícios em larga escala.

Interdependência entre setores

Por estarem em um segmento que depende de outros, as indústrias de bens de capital são suscetíveis às oscilações econômicas. Elas dependem fundamentalmente da manufatura. Então, o setor apresenta desenvolvimento quando a economia está aquecida e se expandindo. Caso ocorra uma diminuição no índice econômico, empresas de outros setores são afetadas, e a demanda na direção dos bens de capital decresce.

Em outro aspecto, por terem grande ênfase de atuação em parceria com estatais, as indústrias de bens de capital diversas vezes são afetadas por alterações de caráter público em relação aos investimentos ou necessidade de contenção de orçamentos. Assim, se os investimentos públicos desviarem seu foco do setor de Defesa, por exemplo, a indústria de bens de capital que atua com o segmento aeroespacial - na produção de jatos e caças - poderá ver uma diminuição nas aquisições dos elementos utilizados na constituição de aviões de guerra, como motores e hélices.

Se ocorre um refreamento da demanda por veículos novos, o setor industrial automotivo consequentemente reduz a produção. Assim, paralelamente, a indústria de bens de capital que atua diretamente com esta área apresenta uma queda na demanda por equipamentos de fábrica. Então, por não serem companhias que atuam diretamente com o consumidor final e também por não produzirem matéria-prima como, respectivamente, as indústrias de bens de consumo e pesada, o setor de bens de capital necessita de uma parceria efetiva e intenso planejamento, levando-se em consideração as previsões de atividades tanto no setor público como no privado dentro de um período. Com isso, evita uma queda em seu desenvolvimento, que pode desencadear em falências e desemprego.

Indústrias de bens de capital e a tecnologia

O avanço tecnológico das indústrias de base e de bens de consumo são fundamentais para a alteração, quebra de paradigmas e crescimento das indústrias de bens de capital. Em um mercado que apresenta constante avanço, mudanças em um setor afetam sobremaneira os outros. É o chamado efeito em cascata. Uma empresa de bens de capital que estiver atualizada em relação às novidades será capaz de surpreender o mercado caso acompanhe indústrias que iniciem a utilização da energia alternativa.

Com ampla adaptabilidade, é possível produzir turbinas eólicas para este segmento. Assim, com o aumento da produção de turbinas, gera-se o crescimento de fábricas especializadas em peças para estas máquinas, ocasionando um desenvolvimento geral no setor. Ou seja, a tecnologia será responsável pela atualização, diversificação de atividades e até mesmo pela sobrevivência das indústrias de bens de capital que se adequarem aos novos tempos.

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