Indústrias de ponta

Indústrias de ponta baseiam o desenvolvimento de soluções com a utilização da alta tecnologia. Uma das principais características deste tipo de companhia é a necessidade de mão-de-obra qualificada. Normalmente, empresas de ponta estão presentes em campos de atuação como telefonia, aviação, comunicação, navegação e computação.

Neste sentido, as indústrias de ponta utilizam a alta tecnologia durante as etapas de desenvolvimento das soluções e produtos com que trabalham. São as indústrias com os cargos mais bem remunerados do mercado e que geram grande concorrência profissional.

Foto: Gorodenkoff / Shutterstock.com

Um dos setores em que as indústrias de ponta mais investem é o de pesquisa. Tanto nas etapas de desenvolvimento quanto nas de produção, buscam por meio da inovação tecnológica encontrar um diferencial em relação às empresas concorrentes. Devido à necessidade de estarem cercadas por infra-estruturas desenvolvidas para o seu funcionamento eficaz, como instituições de educação técnica, experts e política de incentivos fiscais, este tipo de companhia normalmente surge em países desenvolvidos.

São empresas que necessitam de constante atualização no mercado e atuam em nichos específicos nos quais muitas vezes criam-se monopólios entre somente três ou quatro empresas, normalmente advindas de nações líderes em escala global. Um bom exemplo de disputa entre indústrias de alta tecnologia pode ser observado na escalada da corrida de avanços tecnológicos entre as gigantes Google, Apple e Huawei.

Tecnologia de ponta pode ser classificada como todas as realizações de caráter tecnológico e técnico voltadas para o desenvolvimento de dispositivos cada vez mais atraentes no que se refere à velocidade e aprimoramento de processos. Para sua concepção, empregam-se os níveis mais altos de Tecnologia da Informação (TI), que muitas vezes abrangem pesquisas conjuntas entre setores variados de uma companhia no intuito da criação de soluções cada vez mais inovadoras.

O ciclo da geração da tecnologia de ponta passa por diversas etapas. Em um primeiro momento, passa pela fase de pesquisas em laboratórios nos quais desenvolvem-se os protótipos iniciais de certo produto ou solução. Após uma fase de testes envolvendo diversas áreas e detectada sua eficácia e diferenciais em relação a outros bens, parte-se para o processo de introdução do produto ao mercado.

Geralmente, as criações provenientes do setor de alta tecnologia apresentam preços iniciais muito elevados, que acabam por diminuir gradualmente conforme sua absorção pelos consumidores. Este fenômeno pode ser observado nos videogames. Conforme vão saindo de linha e sendo substituídos por consoles mais modernos, os valores também caem e logo é realizada a substituição por uma solução mais modernizada. Desta forma, pode-se dizer que a ideia da alta tecnologia refere-se a uma determinada época ou momento, visto que ela se desenvolve e se atualiza com rapidez.

No Brasil, devido à falta de investimento para a formação de indústrias de alta tecnologia, é quase impossível pensar em uma concorrência em relação a este segmento de constante avanço. Isso se deve a diversos fatores, como a manutenção de uma cultura voltada somente à exportação de matéria-prima e a falta de investimentos tanto na educação - visando a formação de profissionais que possam vir a criar e atuar em companhias desse segmento - como intervenção com subsídios estatais que possam promover a ascensão de um parque industrial brasileiro dotado de empresas de alta tecnologia, gerando empregos e colocando o país na escala global de tecnologia.

Ao citar as maiores empresas nacionais, dificilmente o nome de uma companhia de tecnologia de ponta figura entre as maiores do mundo. Assim, o Brasil acaba por exportar recursos básicos como, por exemplo, o petróleo e o nióbio, para depois adquirir a manufatura do que é transformado e refinado em relação a estes materiais, configurando o país como uma eterna promessa em relação à alta tecnologia e mantendo seu subdesenvolvimento.

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