África Ocidental Francesa

A África Ocidental Francesa (em francês, Afrique-Occidentale Française - AOF) era uma federação das colônias francesas na região da África Ocidental. Grande potência colonial nos séculos XIX e XX, a França havia saído da Conferência de Berlim com a maior parte dos territórios a serem "distribuídos" às potências europeias. Muitas das áreas estavam, porém, ainda sob controle apenas nominal, ou seja, era necessária ainda a ocupação efetiva, como era exemplo o Níger ou o Alto Volta (futuro Burkina Faso). Nessas áreas, os primeiros a ocuparem o território eram os militares, que ficavam responsáveis por "construir" as colônias eles mesmos, fundando capitais, criando estradas, comunicação, etc. Essas áreas onde os militares iniciavam a ocupação eram chamados de "Territórios Militares".

Criada por decreto de 16 junho de 1895, a AOF responde à necessidade de coordenação, sob uma única autoridade, para uma maior ocupação francesa do interior do continente africano, ainda não muito explorado. Em sua versão original compreendia:

Estes quatro territórios, além da administração local, dispunham de um órgão centralizado, um governo-geral, baseado em Saint Louis (Ndar), norte do Senegal, posteriormente transferido para Dakar em 1902. Tal governo tinha por responsabilidade a coordenação das políticas dessas colônias francesas, e a unificação da comunicações, infraestrutura (construção de estradas, correios, etc.), além da instituição de um banco, o Banque de l'Afrique-Occidentale. Com o tempo a administração fez várias modificações no mapa, exemplo claro da predominância dos interesses mercantis europeus sobre a cultura e pluralidade dos povos colonizados. No início do século XX, a configuração da AOF já havia mudado:

  • Senegal
  • Alto Senegal e Níger (Sudão Francês (Mali), Níger e Alto Volta (Burkina Faso))
  • Guiné
  • Costa do Marfim
  • Daomé Francês (Benim)

Com o final da Primeira Guerra Mundial, a França ganha um mandato sobre o Togoland alemão, em conjunto com o Reino Unido, a Mauritânia passa a fazer parte da federação e a AOF chega a um formato definitivo, com oito entidades que futuramente darão origem a oito países africanos diferentes:

  • Senegal
  • Mauritânia
  • Sudão Francês (Mali)
  • Níger
  • Alto Volta Francês (Brukina Faso)
  • Guiné
  • Costa do Marfim
  • Daomé Francês (Benim)

A África Ocidental Francesa chega ao fim em 1958, com a independência da Guiné. A maioria dos países da área conquistarão sua autonomia em 1960, terminando a presença francesa na área.

Bibliografia:
l'Afrique-Occidentale Française - AOF (em francês). Disponível em: <http://www.asnom.org/fr/151_aof.html>.
Acesso em: 24 abr. 2012.

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