Economia da Paraíba

Desde a ocupação portuguesa, a história econômica paraibana gira em torno da cana-de-açúcar. Mais de quatrocentos anos depois, mesmo com os incentivos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a economia do estado permanece sob a égide da cultura canavieira. Ainda assim, algumas cidades do interior da Paraíba conseguiram desenvolver atividades industriais e agropecuárias que diversificaram a produção estadual.

O PIB (Produto Interno Bruto) paraibano fechou 2013 em R$46,325 bilhões, o equivalente a 0,8% da fatia nacional, colocando o estado como a 19ª economia do país. Entre as cidades com o maior PIB do estado estão: João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, Santa Rita e Patos. Na comparação com 2012, o aumento do PIB estadual foi de 5,8%, o maior crescimento do Nordeste e o quarto maior do Brasil. Já o PIB per capita ficou em R$11.835, o quarto pior valor do país, muito abaixo da média nacional (R$26.445,72).

Na divisão do PIB por setor, os serviços representam 77,6%, seguidos pela indústria (17,9%) e pela agropecuária (4,5%). Destaca-se o forte crescimento das indústrias extrativas no estado que acumularam um aumento de 212,2% entre 2010 e 2013. Por outro lado, a pecuária registrou a maior queda por atividade econômica no mesmo período (-9,7%). O efetivo de rebanhos da Paraíba ocupa a 20ª posição no ranking nacional, contribuindo com 0,8% do efetivo total brasileiro.

Ainda assim, até a década de 1960, o primeiro setor atuava como o carro-chefe da economia paraibana. Mais de 50% da produção estadual advinha da terra. Com o passar do tempo, a economia se diversificou, porém, a produção da cana-de-açúcar se manteve como a principal cultura do estado, especialmente na mesorregião da Mata Paraibana. Em 2014, mais de seis milhões de toneladas de cana-de-açúcar foram colhidas na Paraíba, a terceira maior produção do Nordeste. Outros destaques da agricultura estadual são o abacaxi, cuja produção é a segunda maior do Brasil (atrás apenas do Pará), a mandioca, a banana, o coco-da-baía e o mamão.

Já as indústrias são responsáveis por 17,9% do PIB paraibano. Entre os principais setores industriais do estado estão o da construção (37,4%), serviços de utilidade pública (13,8%), coureiro-calçadista (13,3%), minerais não metálicos (7,8%) e alimentos (6,9%). Ao todo, Paraíba conta 6.637 empresas industriais, responsáveis por 86% das exportações efetuadas pelo estado. No setor de calçados, especificamente, a Paraíba se destaca pelo grande polo industrial que coloca o estado como o quarto maior exportador do Brasil no segmento (8,9% na participação nacional). No ramo da construção civil, o estado também desponta, já que é o maior produtor de porcelanato do país.

O município de Campina Grande, no Agreste Paraibano, merece destaque pela sua participação na produção industrial do estado. Desde o início do século XX, a cidade iniciou um processo de transformação com as indústrias têxteis e de óleo de caroço de algodão. Mas a grande inovação mesmo ocorreu em 1984 com a instalação do Parque Tecnológico da Paraíba que abriga diversas companhias de tecnologia e startups na cidade, exportando produtos para países como Argentina, China e Estados Unidos.

Sobre a balança comercial paraibana, o estado importa muito mais do que exporta. Em 2015, as exportações atingiram US$141 milhões enquanto as importações fecharam em US$570 milhões. Entre os principais produtos importados estão artigos calçadistas, trigo, óleos derivados do petróleo, máquinas e malte. Os países que mais enviam produtos para o estado são os Estados Unidos, a China, o Vietnã e a Argentina. Já em relação aos exportados, destacam-se calçados, cana-de-açúcar, sucos de frutas, álcool e granito. Os principais destinos dos produtos paraibanos são os Estados Unidos, a Austrália e a França.

 

Referências bibliográficas:

ALMANAQUE Abril. São Paulo: Abril, 2015.

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SANTOS, Patrícia Cardoso dos (et al.). Enciclopédia do Estudante: geografia do Brasil: aspectos físicos, econômicos e sociais. São Paulo: Moderna, 2008.

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