Geografia do Rio Grande do Norte

Apesar de ser um estado muito pequeno – o sexto menor do Brasil com uma área de 52.811,110 km² –, Rio Grande do Norte apresenta uma grande diversidade em seu relevo. Planícies, planaltos e depressões se distribuem pelo pequeno território situado no ponto mais à nordeste do Brasil. Suas formações são originárias da Bacia Potiguar com destaque para as formações Barreiras, Tibau e Seridó. No sul potiguar encontra-se o Planalto da Borborema. A leste e a norte, planícies fluviais e costeiras. De leste a oeste, depressões.

As planícies costeiras e fluviais estão situadas na faixa litorânea potiguar. Devido à presença de tabuleiros na costa, a linha de planícies no estado não é contínua, podendo ser segmentada entre o Litoral Leste e o Litoral Norte. No geral, dunas, praias e falésias personalizam o terreno costeiro potiguar, tornando a sua paisagem muito peculiar. Cidades como Genipabu, Natal e Pipa merecem destaque por sua caracterização geomorfológica. Outra formação costeira importante são as planícies fluviais, predominantes especialmente na porção leste do estado, onde desembocam rios como Ceará-Mirim, Maxaranguape e Potengi. Os estuários de tais cursos d’água são fundamentais para a presença de manguezais, que servem como habitat a muitas espécies.

Ainda na costa potiguar, é possível encontrar os tabuleiros costeiros – formas de relevo tabulares esculpidas em rochas sedimentares com baixa suscetibilidade à erosão. Os tabuleiros do estado, constituídos durante o Terciário e distribuídos desde Macau até a divisa com a Paraíba, apresentam cotas altimétricas que variam entre 30 e 100 metros. Em geral, suas superfícies são planas, podendo ser levemente inclinadas no topo. Estas formações, quando se sobrepõem à planície litorânea e chegam à linha de costa, compõem encostas íngremes conhecidas como falésias.

Do leste ao oeste do estado domina a Depressão Sertaneja. Esta última se caracteriza pelo relevo plano e suavemente ondulado com altitudes que vão de baixas (60 metros) a médias (300 metros). Suas rochas são decorrentes do embasamento ígneo-metamórfico pré-cambriano da Faixa de Dobramentos do Nordeste. Os solos rasos, muitas vezes de baixa fertilidade, ficam muito suscetíveis à atuação do intemperismo físico, já que, além de serem planos, possuem pouca capacidade de armazenamento de água. Em meio às superfícies aplainadas, conjuntos de inselbergs (relevos residuais isolados) que variam de 50 a 500 metros, diferenciam a paisagem monótona típica das depressões. Essas, de maior abundância no estado, são cortadas apenas pelas serras do Planalto da Borborema e pela Formação Serra dos Martins, no oeste do território.

Os planaltos potiguares estão situados em meio ao sertão do Rio Grande do Norte. Estas formações são feições residuais constituídas por relevos elevados em formas de platôs ou maciços montanhosos. Suas cotas altimétricas oscilam entre 700 e 800 metros, sendo delimitados por paredões rochosos abruptos e dissecados de mais de 300 metros. O Planalto do Borborema, especificamente, se caracteriza pelas rochas cristalinas formadas ainda no Pré-Cambriano e atinge seu rebordo norte em território potiguar. Sua altitude no estado varia, em média, de 300 a 700 metros, com uma morfologia bem diversa entre si. Já no extremo sudoeste do estado, um conjunto de serras de relevo montanhoso se distribui em meio a altitudes que podem chegar a 800 metros. Suas encostas são predominantemente retilíneas a côncavas, escarpadas e com topos de cristas bem alinhados. Alguns dos platôs mais elevados desta formação são as serras do Câmara, do Miguel, das Porteiras e Areia Branca. E é nesta região que está localizado o ponto mais elevado do Rio Grande do Norte, a Serra Poço Dantas, cuja altitude atinge 852 metros acima do nível do mar.

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Referências bibliográficas:

ALMANAQUE Abril. São Paulo: Abril, 2015.

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