Orações coordenadas adversativas

Mestra em Letras e Linguística (UFG, 2016)
Licenciada em Letras-Português (UFG, 2009)

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As Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas são aquelas que mantêm uma relação de contraste, de oposição com relação à oração antecedente por meio de uma Conjunção Coordenativa Adversativa. Geralmente, a Conjunção Coordenativa Adversativa é antecedida por vírgula.

A Conjunção Coordenativa Adversativa utilizada com maior frequência pelos usuários da Língua é “mas”. Observe que há diferenças gráficas e semânticas entre esta Conjunção “mas” e o Advérbio de intensidade “mais”. Veja os exemplos abaixo:

Caminho mais rápido ouvindo música.
Mais: Advérbio de intensidade

Caminho depressa, mas meu joelho dói.
Mas: Conjunção Coordenativa Adversativa

Agora, leia alguns exemplos de Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas com outras Conjunções Coordenativas Adversativas

  • André passou por maus bocados, mas já se recuperou.
  • Ele sabia que poderia não dar certo, não obstante, resolveu tentar.
  • O candidato divulgou a vitória em suas redes sociais, entretanto, nada foi divulgado pela imprensa.
  • Você pode até ir embora daqui, porém levará consigo seus problemas.
  • Gostei deste chapéu, todavia está muito caro.
  • Não me fez mal, contudo não voltarei a experimentar.

Exemplos de conjunções coordenativas adversativas

  • Mas
  • Contudo
  • Todavia
  • Não obstante
  • Antes que
  • Porém
  • Entretanto
  • No entanto
  • Conquanto
  • Ainda assim

As Orações Coordenadas Adversativas e os estudos sobre a sintaxe dos Períodos Compostos por Coordenação

Quando estudamos sobre a sintaxe dos Períodos Compostos por Coordenação aprendemos sobre a estrutura e as relações que as orações estabelecem entre si, contribuindo mutuamente para a complementação de seus sentidos.

As Orações Coordenadas são aquelas que participam de um mesmo período, sendo independentes sintaticamente umas das outras, pois possuem os termos essenciais das orações, que são sujeito e predicado ou apenas predicado. Se analisadas separadamente, é possível compreendermos seu sentido.

Embora sejam orações sintaticamente independentes, elas são semanticamente harmônicas e complementam os sentidos umas das outras mantendo uma relação de coordenação, a qual pode ser mediada por Conjunção Coordenativa ou por Vírgula.

Classificação das Orações Coordenadas

As Orações Coordenadas são classificadas em: Sindéticas e Assindéticas. De origem grega, súndetos significa “ligado, unido a”.

As Orações Coordenadas Assindéticas são articuladas a outras orações por meio de Vírgulas. Veja os exemplos:

  • Gastamos muito no final do ano, fizemos compras de Natal, viajamos no ano novo.
  • Fiz o almoço, arrumei a casa, tomei um banho, deitei.
  • Estudei, trabalhei, ganhei meu dinheiro, vivi bem.

As Orações Coordenadas Sindéticas são as orações coordenadas articuladas a outras através de Conjunções Coordenativas.

Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas

As Orações Coordenadas Sindéticas podem ser: Aditivas, Adversativas, Alternativas, Explicativas e Conclusivas.

Exemplo de Oração Coordenada Sindética Aditiva

Fui caminhar e voltei.

Algumas Conjunções Aditivas:

e não só
mas também não só... como também
não só... bem como nem
como também bem como
tanto... como assim como

Exemplo de Oração Coordenada Sindética Alternativa

Você vai pedir desculpas, quer você queira ou não.

Algumas Conjunções Alternativas:

ou ora
já... já nem... nem
Não... nem ou... ou
quer... quer seja... seja
Talvez...talvez Ora... ora

Exemplo de Oração Coordenada Sindética Explicativa

Você vai se sair bem na prova porque estudou muito.

Algumas Conjunções Explicativas:

pois que na verdade ou seja
porque porquanto isto é a saber

Exemplo de Oração Coordenada Sindética Conclusiva:

Ele não gosta de trabalhar, por isso depende dos outros.

Algumas Conjunções Conclusivas:

Então Portanto
Assim Por conseguinte
De modo que Por isso
Logo Por consequência
Consequentemente Desse modo

Referências:

ABURRE, Maria Luiza M. Gramática: texto: análise e construção de sentido. Volume único. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2010. p. 422 a 428.

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