Orações coordenadas sindéticas

Mestre em Ciências Humanas (CEFETRJ, 2014)
Especialista em Linguística, Letras e Artes (CEFETRJ, 2013)
Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UFRJ, 2011)

As orações coordenadas, são aquelas que, no período, não exercem função sintática umas em relação às outras. Uma oração coordenada nunca será termo das outras coordenadas com as quais se relaciona, isso porque, suas relações são semânticas, ou seja, de significado.

Observamos o exemplo:

Levantei do sofá, fui para a cozinha, peguei um copo e bebi água.

Podemos observar que, no exemplo explorado, temos quatro orações sintaticamente independentes, já que cada oração é autônoma do ponto de vista sintático. Porém, elas estabelecem uma lógica que está garantida pelo sentido. As orações coordenadas podem vir ou não introduzidas por conjunções coordenativas, que são as palavras responsáveis por estabelecer conexão entre os segmentos de frases (no caso, as orações de um período). Quando não vêm introduzidas por conjunção, são denominadas orações coordenadas assindéticas, quando vêm introduzidas por conjunção (ou locução conjuntiva), recebem o nome de orações coordenadas sindéticas.

Classificação das orações coordenadas sindéticas

As orações coordenadas sindéticas classificam-se em:

  • Aditivas;
  • Adversativas;
  • Alternativas;
  • Conclusivas;
  • Explicativas.

Analisemos a seguir o que exprime cada uma delas, assim como as conjunções e locuções conjuntivas que frequentemente as introduzem.

Aditivas: exprimem ideia de soma, adição

Margarida cozinha e faz artesanato

O trabalho é cansativo, mas também é reconfortante.

Podemos assinalar que as principais conjunções aditivas são: e, nem, mas também, mas ainda.

Em relação à questão do uso da vírgula, de modo geral, ela não aparece nas orações coordenadas sindéticas aditivas. No entanto, existem dois casos em particular que as vírgulas aparecem nestas orações. Vejamos a seguir:

Quando as orações possuírem sujeitos diferentes.

Exemplo: Margarida é ótima aluna em matemática, e a irmã dela em português.

O segundo caso é quando a conjunção “e” aparecer várias vezes, o que se caracteriza por uma figura de linguagem chamada de polissíndeto. Observe o exemplo a seguir:

Exemplo: Margarida canta, dança, faz atividades extras, e ainda tem tempo para sair com os amigos e namorar aos finais de semana.

Adversativas: exprimem ideia de adversidade, contraste, oposição

Carolina correu muito, mas não conseguiu.

É difícil, porém necessário.

Podemos assinalar que as principais conjunções adversativas são: mas, porém, entretanto, no entanto, todavia.

Alternativas: exprimem ideia de alternância, escolha

Ocorre alternância quando um fato implicar a não existência de outro.

Sente aqui ou ficará de pé ao longo da fila.

Ele é bom cantor, seja no Brasil, seja em Londres.

Podemos assinalar que as principais conjunções alternativas são: ou, ou...ou,ora...ora, quer...quer, seja....seja, já...já.

Conclusivas: exprimem ideia de conclusão

Tudo está florido, logo é primavera.

Choveu, portanto ela não virá.

Podemos assinalar que as principais conjunções conclusivas são: logo, portanto, pois (posposto ao verbo), então.

Explicativas: exprimem ideia de explicação, justificativa, confirmação

A comida estava ótima porque a cozinheira era talentosa.

Venha imediatamente, pois sua presença é fundamental.

Podemos assinalar que as principais conjunções conclusivas são: pois (anteposto ao verbo), porque, que.

Bibliografia:

ALMEIDA, Nilson Teixeira de. Gramática de Língua Portuguesa para concursos. São Paulo: Saraiva, 2009.

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