Filo Foraminifera

foraminifero2O Filo Foraminifera é um grande táxon de protozoários primariamente marinhos. Os inúmeros pseudópodes filiformes são denominados “reticulópodes”, se ramificam e se conectam entre si, se anastomosando ativamente com o objetivo de formar uma rede complexa, lembrando uma teia de aranha, e denominada de “rede de reticulópode”. Cada um desses reticulópodes tem seu próprio eixo de microtúbulos, que movimente vesículas em duas direções para e a partir do corpo celular. Essas vesículas que são abundantes conferem uma aparência granulada aos reticulópodes. Algumas classificações colocam os foraminiferos como sendo uma Ordem da classe Sarcodina.

A locomoção dos foraminíferos rastejadores resulta da extensão da rede de reticulópodes, da ancoragem no substrato e retração da rede, processo esse que puxa o corpo da célula para frente. Os foraminíferos constroem uma testa extracelular de material orgânico, compactando partículas minerais e carbonato de cálcio secretado na matriz orgânica. As testas calcárias são muito importantes quando são bem preservadas para obter-se o registro fóssil, além de serem mais comuns do que sem imagina. Cerca de 40.000 das 45.000 espécies descritas atualmente de foraminíferos são espécies fósseis. Os maiores organismos deste grupo são membros dos Xenophyophorea de mar profundo, tem apenas alguns centímetros de diâmetro equivalente ao tamanho da mão humana fechada.

Algumas espécies ocupam uma testa de uma câmara, mas a maioria tem testa calcificada com muitas câmaras. Estes últimos iniciam suas vidas em uma única câmara como os demais, porém à medida que organismo aumenta de tamanho, os reticulópodes saem pela abertura da câmara original e secretam novas câmaras. Este processo continua por toda a vida, o que resulta na formação de uma série de muitas câmaras.

foraminifero1Os faraminíferos lançam amplamente suas extensas redes de reticulópodes sobre superfícies, tanto na água como nos grãos de areia a procura de alimento. Uma vez que uma diatomácea, bactéria ou outra presa pequena é capturada, esta é transportada ao longo da rede como se fosse uma pessoa transportada em uma escada rolante, seguindo na direção do corpo da célula que espreita como se fosse uma aranha no centro de sua teia à espera do tão suculento alimento. Ao atingir o corpo da célula, a presa é finalmente ingerida por fagocitose. A maioria destes organismos é bentônica (presa ao substrato), no entanto as espécies de Globigerina e os gêneros relacionados são formas planctônicas (vivem livres na água). Estes últimos apresentam suas testas mais delicadas do que nas espécies bentônicas. As espécies bentônicas tem espinhos em suas testas, são longos em algumas espécies quando o foraminífero é visível a olho nu, e servem para retardar a taxa de afundamento do organismo, como na figura ao lado, alguns organismos deste grupo são sésseis.

Muitos foraminíferos albergam uma diversidade incomum de protistas endossimbiontes fotossintetizantes – clorófitas, diatomáceas, dinoflagelados ou algas vermelhas unicelulares, isto irá depender do tipo de foraminífero. Um táxon que abriga as zooxantelas, os Soritidae que incluem as moedas-de-sereia, mede cerca de 1cm de diâmetro e é muito comum em recifes de corais.

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