Sudão do Sul

Por Fernando Rebouças
Nos últimos tempos, a região sul do Sudão (país africano) era referida como Sudão do Sul, uma região autônoma que lutava pela independência política. Também conhecido como Sudão Meridional, o processo de independência foi iniciado em 2005, quando o governo sudanês concordou em conceder à autonomia à região a partir do Tratado de Naivasha.

Mapa mostra a nova fronteira entre Sudão do Norte e Sudão do Sul

O tratado foi assinado em 9 de janeiro de 2005, na cidade de Nairóbi, capital do Quênia, como forma de acabar com a Segunda Guerra Civil do Sudão. A decisão seria finalizada por meio de um referendo com os eleitores da região.

A maior cidade e capital da região é Juba. O referendo ocorreu no início de 2011, no dia 7 de fevereiro, foi publicado o resultado no qual confirmou a vontade de mais de 98 % dos votos favoráveis à independência. O resultado foi recebido com grande alegria pela população.

No Sudão do Norte a população é, predominante, mulçumana de origem árabe, enquanto que no  sul, a população é de origem negra, cristã e animista.  O novo país é rico em petróleo, mas grande parte da infraestrutura está na região norte.

Para afastar qualquer ameaça de novos conflitos armadas, o presidente do Sudão, Omar Hassan al Bashir, havia dito pela televisão que aceitaria e apoiaria o resultado da votação. Com esse resultado, o EUA já planejou retirar o Sudão da lista de países mantenedores do terrorismo no mundo.

O Sudão do sul nasce como uma nação pobre, carente de infraestrutura e energia elétrica, apesar de ser uma região rica em petróleo. Hoje, o novo país herda mais de 2 milhões de mortes causadas por mais de 40 anos de guerra civil travada entre os exército sudanês e o Exército de Libertação do Povo Sudanês.

O novo país tem o tamanho do estado de Minas Gerais, com cerca 8,5 milhões de habitantes. O Sudão, maior país da África, com a separação, perderá 25 % de seu território.

Apesar dos conflitos terem terminado, a situação social não melhorou, considerando a população feminina, 92 % das mulheres são analfabetas. A água potável é distribuída por uma empresa privada que disponibiliza caminhões tanque, mais da metade da população não tem água potável. O país não possui estradas e ruas pavimentas, o que prejudica o trabalho de auxílio social de ong´s e da ONU.

Fontes:
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/856853-pais-que-deve-nascer-amanha-sudao-do-sul-tera-infraestrutura-caotica.shtml
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudão_do_Sul
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/02/independencia-tem-988-em-referendo-no-sul-do-sudao-1.html