Bouba Aviária

Por Débora Carvalho Meldau
A bouba aviária, também chamada de varíola aviária é causada por um vírus do gênero Avipoxvirus e afeta aves, como: galinhas, perus, pombos e passaros (marrecos, patos, gansos, entre outros). Esta enfermidade tem sido observada desde a domesticação das galinhas, sendo que no ano de 1929 foi constatada sua etiologia viral.

Este vírus possui como material genético uma fita de DNA e são facilmente destruídos pelos desinfetantes comuns. Existe apenas um sorotipo do vírus da bouba aviária, tornando a vacinação contra esta doença simples e eficiente. Porém, quando a ave é infectada por outro agente pertencente ao gênero Avipoxvirus , surge um problema em relação à vacinação, mesmo havendo certo grau de reação cruzada induzida pela vacina, eles não são antigenicamente idênticos, não proporcionando uma completa proteção.

Este vírus ataca os animais de todas as idades, porém os adultos são menos susceptíveis. Quando infectado, o animal apresenta dispnéia, tristeza, penas arrepiadas e febre. Nódulos escuros aparecem na pele ao redor dos olhos, bico, crista e barbela; lesões ao redor das narinas que podem levar à produção de catarro, lesões sobre as pálpebras podem produzir lacrimejamento, e até cegueira. Com o tempo, os nódulos secam e escamam, sumindo em seguida. Esta doença também pode gerar placas amareladas no canto do bico, na língua e garganta, podendo resultar em sinusite, inflamação dos ossos do crânio, podendo levar à falta de ar devido o inchaço cranial.

A bouba pode ser transmitida pelas escamas dos nódulos secos quando entram em contato com animais sadios, ou também através da picada do mosquito quando este se alimenta de uma ave infectada e em seguida, de uma sadia.

Esta doença deve ser diferenciada das seguintes: laringotraqueíte infecciosa, deficiência de vitamina A, deficiência de biotina e/ou ácido pantotênico e vírus pombo. Animais que morreram podem usar usados em necropsia para um diagnóstico preciso.

Os nódulos podem ser queimados com ferro em brasa, nitrato se prata, tintura de iodo, no entanto isto não soluciona o problema, pois o vírus está na corrente sangüínea. As aves devem ser protegidas do frio, chuva, umidade, dos mosquitos; também deve ser fornecida uma boa alimentação para elas. O tratamento através de medicação é feito com a administração intramuscular (no músculo do peito) de 2 mL de urotropina, uma vez ao dia até a regressão da doença.

A vacina é imprescindível para evitar a doença e deve ser aplicada nas aves com 1 a 5 dias de vida, na membrana da asa ou na coxa após retirada as penas.

Fontes:
http://www.abcaves.com.br/Noticiaseartigos/noticias.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bouba_aviária
http://www.avedomestica.com/index.php?option=com_content&task=view&id=2115&Itemid=253

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