Pantanal

Por Caroline Faria
O Pantanal, ou complexo do Pantanal, compreende uma área de 250 mil km2 e abrange os estados do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso sendo reconhecido como a maior área alagada do mundo.

Localizado na bacia hidrográfica do Alto Paraguai, o Pantanal, é delimitado pelas Chapadas Matogrossenses ao norte, pelo Planalto Brasileiro a leste, e por uma cadeia de terras altas a oeste. Sua área alagada se deve a lentidão de drenagem das águas que fluem lentamente, pela região do médio Paraguai, num local chamado de Fecho dos Morros do Sul.

Em seu interior, do Pantanal, existem vários tipos de vegetação que incluem o cerrado, a floresta tropical e, principalmente as vegetações de áreas alagadas. Por isso o Pantanal recebe o nome “Complexo do Pantanal”, por conter diversos complexos de vegetação diferentes.

A vegetação aquática ou semi-aquática é a mais abundante da região pantaneira, uma vez que a maior parte da região permanece inundada o ano todo.

Sem os chamados aluviões (depósitos de origem fluvial, constituídos por cascalhos, areias e argilas), deixados pelas enchentes a vegetação seria parecida com a do cerrado devido ao clima árido ou semi-árido do local.

As plantas aquáticas mais comuns no local são os aguapés e a Salvinia que juntas, formam diversas “ilhas” flutuantes devido à grande quantidade. Nas áreas em que as águas recuam durante parte do ano, resta uma rica camada de nutrientes deixada pelas águas que servirão de base para o surgimento de uma extensa vegetação de ervas e até árvores de grande porte como a Palmeira Carandá e os Ipês Roxos.

Algumas regiões, mais altas, não chegam a ser inundadas formando uma vegetação densa e bastante fechada. Nos locais mais altos, inclusive, podemos encontrar até vegetações parecidas com as típicas do cerrado ou da caatinga como o mandacaru.

Os principais afluentes do Pantanal, e que contribuem para suas cheias cíclicas, são os rios Paraguai e o rio Guaporé que vem da Amazônia. Essa imensa área alagada no interior do continente sul-americano já recebeu o nome de “Mar dos Xaraiés” devido a períodos de grandes cheias onde as águas do Pantanal podem aumentar em até 20 km sua extensão de áreas alagadas.

Por causa da pouca declividade em toda a extensão da região do Pantanal (cerca de 20 cm em média), as águas fluem muito lentamente, o que contribui para que a região permaneça alagada. Tanto é que as enchentes que ocorrem com freqüência na região norte do Pantanal nos meses de março e abril, só chegam à região sul nos meses de julho e agosto contribuindo para a fama do Pantanal de maior “janela” de evaporação de água doce do mundo.

Todo o bioma pantaneiro depende das águas, pois é dali que a maioria dos animais retiram sua principal fonte de alimento. A fauna do pantanal é caracterizada pela grande quantidade de espécies devido ao fato de ele se encontrar bem próximo de alguns dos maiores biomas do continente sul-americano, formando até o que podemos chamar de área de intercâmbio da biodiversidade continental. Por isso, o Pantanal não apresenta muitas espécies endêmicas (que ocorrem somente ali), mas, sim, muitas espécies. As principais são os jacarés, os cervos do pantanal e as capivaras.

Considerado um dos patrimônios naturais da humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o Pantanal possui uma fauna e flora bastante diversificadas devido às características peculiares que não ocorrem em nenhum outro lugar do mundo.