Primatas

Por Thais Pacievitch
A ordem dos primatas engloba cerca de 180 espécies que variam, tanto no tamanho, como em seus diferentes modos de vida. Surgiram na era cenozóica, no período terciário. O ser humano é, entre os primatas, o que possui maior capacidade de raciocínio. Dentro da ordem dos primatas estão: micos, macacos, gorilas, chimpanzés, orangotangos, lêmures e babuínos. No Brasil, existem 77 espécies de macacos dos quais podemos citar as seguintes espécies: cuxiú-preto, bugio, macaco-barrigudo, macaco-prego, mico-leão-dourado, muriqui, soim-de-coleira, uacari-branco, etc.

Os primatas são classificados como do novo e do velho mundo:

  • Novo mundo: eles têm como principal característica suas narinas achatadas e separadas. Vivem principalmente nas florestas, sendo ativos durante o dia e dormindo à noite. Sua alimentação é feita em cima das árvores, onde se fartam de folhas e frutos.
  • Velho mundo: cerca de 70 espécies na África, Ásia e Indonésia. Todos caminham com quatro patas, um exemplo disso é o babuíno.

Existe também a classificação dos primatas como sendo inferiores e superiores:

  • Inferiores: constituem 21 espécies vivendo a maioria nas florestas de Madagascar. Entre esses macacos há alguns que medem 12 cm e outros que chegam a 90 cm.
  • Primatas superiores: são principalmente aqueles que têm a face achatada e os olhos voltados para frente (eles não têm cauda). Os orangotangos pesam cerca de 90 kg e os gorilas chegam aos 275 kg.

Os primatas têm, em geral, as mesmas características principais que são:

  • Visão binocular.
  • Mãos especiais para subir, saltar e balançar em árvores.
  • Manuseiam com habilidade objetos pequenos, pois tem mãos com 5 dedos.
  • Possuem cérebro grande em comparação ao corpo.

Nós, os seres humanos, segundo a teoria da evolução das espécies (Charles Darwin), temos um mesmo ancestral comum em relação aos macacos. No Japão, foi testado e comprovado que os macacos têm mais memória que os seres humanos, mostrando, assim, que não é em tudo que somos superiores.

Referência:
http://www.theguardian.com/science/2013/sep/29/chimp-intelligence-aymu-matsuzawa-kyoto