Vírus H7N9

O H7N9 consiste no vírus influenza subtipo A, responsável, em geral, por levar à influenza aviária, também chamada de gripe aviária. Ocasionalmente, variantes desse vírus podem acometer os seres humanos. O primeiro caso em humanos foi descrito, na China, no ano de 2013.

O vírus H7N9 pode ser dividido em dois subtipos distintos, de acordo com a proteína presente na superfície desse agente: hemaglutinina (HA) e neuraminidase (NA).

Comumente, a infecção em humanos causa uma doença respiratória severa. Um mês após o relato do primeiro caso, mais de 100 indivíduos tinham sido infectados pelo vírus, uma taxa consideravelmente alta para uma infecção nova, sendo que um quinto dos pacientes evoluiu para óbito, um quinto se recuperaram e o resto ficou gravemente doente. A Organização Mundial da Saúde classificou o vírus H7N9 como um agente altamente perigoso para os seres humanos. Estima-se que a taxa de mortalidade, independente da faixa etária, é de 36%.

Ainda não se sabe ao certo como ocorre a transmissão desse vírus para os humanos. Contudo, acredita-se que esteja relacionado com a convivência com aves de granja ou silvestres. Até o momento, há pouca evidência de que o vírus se espalhe com facilidade entre os humanos. No entanto, essa possibilidade não foi descartada pelos pesquisadores, uma vez que alguns poucos casos aparentemente resultaram de um contato íntimo com um indivíduo infectado.

Este vírus foi relatado apenas na China. De acordo com a OMS, até o início de junho de 2013, 132 casos foram confirmados por meio de testes laboratoriais. A maior parte dos casos tem sido relatada em homens de meia-idade, sendo que a maioria havia entrado em contato com aves de granja.

As manifestações clínicas incluem febre, tosse e dispneia, que pode evoluir para pneumonia severa. Além disso, o vírus pode sobrecarregar o sistema imune, resultando em uma cascata de citocinas (hipercitocinemia), que é uma reação imunológica potencialmente fatal. Sepse e falência de órgãos também podem ocorrer. Pesquisas indicam que a maior parte dos pacientes com a gripe aviária que faleceram foi em decorrência da síndrome da angústia respiratória (SARS) ou falência múltipla de órgãos.

O diagnóstico laboratorial é feito coletando-se secreção nasofaríngea do indivíduo potencialmente infectado. Essa amostra deve ser mantida em temperatura adequada (4°C) e enviada ao laboratório. Têm sido realizadas muitas pesquisas visando conceber um teste de diagnóstico mais sensível ao vírus H7N9, para que não haja reação cruzada com outros vírus relacionados.

Estudos sugerem que o vírus H7N9 é sensível aos inibidores de neuraminidase, como, por exemplo, o oseltamivir e o zanamivir.

Até o momento não existe nenhuma vacina contra o vírus que causa a gripe aviária. Todavia, existem pesquisas para tal.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza_A_virus_subtype_H7N9
http://healthland.time.com/2013/06/24/most-recent-h7n9-flu-deadlier-than-h1n1/
http://www.cdc.gov/flu/avianflu/h7n9-virus.htm

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